As temperaturas mais baixas e seus impactos sobre o funcionamento dos veículos estão no centro da atenção dos motoristas neste período do ano. Marcos Dias, professor do curso de Engenharia Mecânica da Faculdade Anhanguera, alerta que o frio pode influenciar o consumo de combustível, exigir mais da bateria e aumentar a necessidade de cuidados com componentes como pneus, óleo lubrificante e sistema de arrefecimento. As orientações buscam reduzir riscos de falhas mecânicas e preservar o desempenho dos automóveis durante os dias frios.
Bateria, pneus, óleo e sistema de arrefecimento estão entre os itens que exigem atenção durante o inverno

“O frio altera o comportamento de alguns fluidos, exige mais da bateria e pode até aumentar ligeiramente o consumo de combustível, principalmente em trajetos curtos, quando o motor ainda não atingiu a temperatura ideal de funcionamento”, explica Marcos Dias, professor do curso de Engenharia Mecânica da Faculdade Anhanguera. Segundo ele, mesmo sem enfrentar condições climáticas extremas como as observadas em outros países, os motoristas brasileiros devem manter atenção à manutenção preventiva.
Entre os pontos que merecem acompanhamento está a bateria. As temperaturas mais baixas reduzem sua eficiência e podem dificultar a partida do veículo, especialmente quando o componente já apresenta sinais de desgaste. A recomendação é observar o estado da bateria e realizar avaliações periódicas para evitar falhas inesperadas.
Os pneus também sofrem influência direta do frio. De acordo com as orientações apresentadas pelo especialista, a pressão tende a diminuir conforme a temperatura cai. Estudos apontam que, a cada redução de 10°C, a pressão dos pneus pode diminuir entre 1 e 2 PSI. Essa alteração pode comprometer a estabilidade do veículo e aumentar o consumo de combustível. Por isso, a calibragem deve ser conferida regularmente, preferencialmente uma vez por semana.
Outro item que exige atenção é o óleo lubrificante. Em temperaturas mais baixas, o fluido pode se tornar mais viscoso, exigindo maior esforço do motor durante o funcionamento. Respeitar os intervalos de troca estabelecidos pelo fabricante é uma medida importante para evitar desgastes em componentes internos.
Temperaturas mais baixas pedem revisão de hábitos ao volante

O comportamento do motorista também influencia diretamente o funcionamento do veículo nos dias frios. A orientação é evitar acelerações bruscas logo após a partida. Nos modelos mais recentes, que contam com sistemas de aquecimento de combustível nos bicos injetores, é necessário aguardar o apagamento da luz indicadora no painel antes de ligar o motor.
Além dos cuidados com bateria, pneus e óleo, o sistema de arrefecimento deve permanecer em condições adequadas. Radiador, mangueiras e líquido de arrefecimento são responsáveis por manter a temperatura de operação do motor. A concentração correta de aditivo no fluido ajuda a evitar congelamento e contribui para a proteção contra corrosão interna.
“Quando o motor ainda está frio, ele precisa trabalhar mais para atingir a temperatura ideal, consumindo mais combustível. A maior densidade do ar frio pode aumentar a potência. Por outro lado, porém, a mistura ar/combustível mais rica pode diminuir o desempenho”, afirma Marcos Dias. O professor também destaca que pneus descalibrados e o uso mais intenso de equipamentos elétricos podem influenciar o rendimento do veículo.
Outra recomendação é priorizar trajetos mais longos sempre que possível. Percursos curtos fazem com que o motor opere durante mais tempo abaixo da temperatura ideal, condição que pode contribuir para o aumento do consumo. A manutenção preventiva completa, incluindo revisão de velas, filtros e sistema de injeção eletrônica, também integra a lista de cuidados para atravessar o período de temperaturas mais baixas com menor risco de problemas mecânicos.