A Apolo Tecnologia investiu R$ 65 milhões na ampliação de sua unidade industrial em Farroupilha, no Rio Grande do Sul, e na incorporação de equipamentos e processos produtivos. A empresa, pertencente ao Grupo Marcopolo, dobrou a área construída e triplicou a capacidade ao longo dos últimos três anos.
Unidade de Farroupilha triplica capacidade e incorpora automação para fabricar componentes

O investimento direciona recursos à automação e à fabricação de peças poliméricas para os setores automotivo, de transporte, agrícola, de máquinas e de implementos rodoviários. A expansão mostra como fornecedores brasileiros procuram atender diferentes cadeias para distribuir riscos e aumentar a escala industrial.
A companhia trabalha com processos de injeção de alta e baixa pressão, materiais termofixos, plásticos de engenharia e manufatura aditiva. Também produz componentes em diciclopentadieno, material utilizado em peças de dimensões maiores e geometrias que exigem processos específicos.
Na indústria automobilística, materiais poliméricos podem ser empregados em painéis, revestimentos, estruturas externas e elementos destinados a reduzir peso. A aplicação depende de resistência, acabamento, custo, capacidade de reparação e requisitos de segurança.
A redução de massa interfere no consumo de combustível ou energia. Em ônibus e veículos comerciais, cada quilograma retirado da estrutura pode ampliar a capacidade disponível para passageiros ou carga, desde que o projeto mantenha os parâmetros estabelecidos.
Apolo investe R$ 65 milhões e amplia produção no Sul

A automação permite controlar tempo, temperatura, pressão e repetibilidade durante a fabricação. Esses fatores ajudam a manter peças dentro das medidas exigidas pelas montadoras e encarroçadoras.
A expansão também modifica a relação com fornecedores de matérias-primas, transportadores e prestadores de manutenção industrial. Uma capacidade maior exige planejamento de estoques, energia, logística e formação de trabalhadores.
A empresa informa que produz mais de cinquenta componentes destinados ao segmento de ônibus. Parte dessas soluções pode substituir peças de aço ou fibra de vidro, conforme a função e as especificações de cada projeto.
O investimento ocorre enquanto fabricantes buscam fornecedores capazes de atender séries diferentes e mudanças no perfil dos veículos. Eletrificação, redução de peso, novos desenhos e metas de reciclagem alteram os requisitos dos componentes.
A ampliação de Farroupilha mostra que a cadeia automotiva não se limita às linhas de montagem das montadoras. Empresas de materiais, ferramentas, processos e engenharia participam diretamente da capacidade industrial disponível no país.






