A BorgWarner conquistou novos contratos para o fornecimento de turbocompressores e projeta crescimento de 4% em 2026. A expansão ocorre enquanto a empresa mantém produtos destinados aos motores a combustão e amplia sua atuação em sistemas relacionados à eletrificação, estratégia adotada para atender montadoras com diferentes tecnologias.

Fornecedora combina componentes para combustão com projetos ligados à eletrificação

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Os turbocompressores utilizam a energia dos gases de escape para aumentar a quantidade de ar admitida pelo motor. O sistema permite obter potência a partir de motores menores, mas exige controle de temperatura, lubrificação e pressão.

No Brasil, o avanço dos motores turbo ocorreu em automóveis, comerciais leves e veículos pesados. A aplicação atende projetos que buscam combinar desempenho, consumo e atendimento às normas de emissões.

O crescimento da BorgWarner em 2025 recebeu contribuição do início do fornecimento para o Volkswagen Tera, segundo as informações divulgadas pela companhia. Os novos contratos ampliam a carteira e ajudam a distribuir a produção por diferentes clientes.

Um contrato de fornecimento começa antes da fabricação do veículo. Engenharia, protótipos, testes, ferramentas e validações precisam ser concluídos para que o componente entre na linha de montagem.

BorgWarner amplia contratos de turbos e prevê crescer 4%

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A duração pode acompanhar vários anos do ciclo do produto. Durante esse período, a fornecedora deve manter qualidade, capacidade, logística e atendimento a mudanças solicitadas pela montadora.

A eletrificação não elimina imediatamente o mercado dos turbos. Híbridos continuam utilizando motores a combustão, enquanto automóveis convencionais permanecerão em produção durante a transição.

Ao mesmo tempo, a empresa investe em inversores, motores elétricos, módulos e gerenciamento térmico. A combinação procura reduzir a dependência de uma única tecnologia.

Essa estratégia exige fábricas e equipes capazes de trabalhar com componentes mecânicos, eletrônicos e sistemas de alta tensão. Parte dos investimentos precisa ser realizada antes que os volumes dos elétricos atinjam escala.

A produção local também depende da origem das matérias-primas e subcomponentes. A nacionalização aumenta o efeito sobre empregos e fornecedores, mas precisa apresentar custo compatível com a cadeia global.

A previsão de crescimento mostra que os motores turbo ainda sustentam parte da demanda. A evolução até o fim do ano dependerá da produção das montadoras, dos novos contratos e da velocidade dos projetos eletrificados.