A Aimoga, divisão de robótica ligada à Chery, iniciou sua operação no Brasil e prevê trazer ao País um robô humanoide e um cão robótico no último trimestre de 2026. Os equipamentos serão direcionados inicialmente a atividades realizadas em concessionárias, eventos e ambientes de atendimento, mas a empresa avalia aplicações em outros setores.
Aimoga prevê humanoide e cão robótico para concessionárias e outras atividades

A chegada amplia a atuação do grupo além da fabricação e da venda de veículos. Empresas automobilísticas passaram a investir em robótica porque utilizam tecnologias semelhantes em sensores, motores elétricos, baterias, inteligência artificial e sistemas de controle.
O robô humanoide foi desenvolvido para executar tarefas de interação. Ele pode receber visitantes, apresentar informações e conduzir ações programadas dentro de ambientes preparados.
O cão robótico utiliza quatro apoios para se movimentar. Essa configuração permite circular em pisos e áreas onde rodas enfrentariam limitações, conforme as condições definidas para a operação.
O uso em concessionárias funciona como uma etapa de apresentação. Equipamentos podem orientar clientes, participar de eventos e demonstrar recursos tecnológicos associados à marca.
Robôs da Chery iniciam operação comercial no Brasil

A aplicação comercial depende da capacidade de operar com segurança ao lado de pessoas. Velocidade, força, sensores, rotas e procedimentos de parada precisam ser definidos para cada local.
A manutenção também cria uma nova atividade. Baterias, atuadores, câmeras, computadores e articulações exigem profissionais e peças diferentes das utilizadas nos automóveis.
A entrada da Aimoga ocorre enquanto fabricantes de veículos procuram novas fontes de receita. Robótica, armazenamento de energia, mobilidade aérea e serviços digitais passaram a integrar projetos de alguns grupos.
Essa aproximação não significa que o robô seja um automóvel. Ela decorre do compartilhamento de conhecimentos acumulados em produção industrial, eletrônica, software e gerenciamento de energia.
O Brasil pode funcionar como mercado e ambiente de testes para aplicações em português. Sistemas de voz e interação precisam ser adaptados ao idioma e às características culturais dos usuários.
A operação prevista para o último trimestre permitirá avaliar aceitação, confiabilidade e custos. A expansão para outras atividades dependerá dos resultados obtidos nas primeiras instalações.
A chegada dos robôs mostra que a transformação da indústria automobilística ultrapassa os veículos. Fabricantes procuram aplicar sua estrutura tecnológica em produtos destinados ao atendimento, à logística e à automação.






