A Associação Brasileira de Engenharia Automotiva realizará o Simea 2026 com foco em inteligência artificial, biocombustíveis e exportação de tecnologia desenvolvida no Brasil. O encontro reunirá indústria, governo, universidades e profissionais para discutir como a engenharia nacional pode participar da transformação dos veículos e dos sistemas de mobilidade.

Congresso debate inteligência artificial, biocombustíveis e exportação de tecnologia

Pexels-Sergei Starostin

O debate ocorre em um momento no qual fabricantes distribuem investimentos entre eletrificação, motores a combustão, software, conectividade e automação das fábricas.

O Brasil possui uma característica ligada aos biocombustíveis. Etanol, biodiesel e biometano oferecem caminhos de redução das emissões que podem conviver com veículos elétricos e híbridos.

A engenharia participa da adaptação desses sistemas. Motores, materiais, calibração, componentes e programas precisam atender aos combustíveis, ao clima, às vias e às regras brasileiras.

A inteligência artificial acrescenta outra frente. Ela pode ser utilizada no desenvolvimento, na simulação, na inspeção das fábricas, na manutenção e nos sistemas de assistência à condução.

Simea coloca engenharia brasileira no centro da transição

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A utilização exige dados, capacidade de processamento e procedimentos de validação. Uma solução precisa funcionar em diferentes situações e apresentar limites conhecidos antes de entrar em produção.

A exportação de tecnologia representa um objetivo para ampliar a participação brasileira na cadeia global. O País tradicionalmente exporta veículos e componentes, mas pode aumentar a presença em engenharia, software, testes e propriedade intelectual.

Essa mudança requer investimento em pesquisa, universidades e centros tecnológicos. Também depende de contratos que permitam às equipes locais participar das decisões desde as fases iniciais.

A formação profissional deverá acompanhar a combinação entre mecânica, eletrônica e computação. Engenheiros precisam trabalhar com equipes multidisciplinares e compreender como diferentes sistemas interagem dentro do veículo.

O Simea funciona como espaço de apresentação de estudos e discussão das políticas que afetam o setor. As conclusões não produzem efeitos automáticos, mas podem orientar projetos, programas e cooperação entre empresas.

A transição tecnológica abre oportunidades e riscos. Importar sistemas prontos pode acelerar a oferta, mas reduz a participação local no valor gerado.

Ao concentrar o debate em inteligência artificial, biocombustíveis e exportação, o evento coloca a engenharia como uma etapa industrial. A capacidade de desenvolver soluções determinará quanto o Brasil poderá participar das mudanças em curso.