A Uber anunciou que pretende investir mais de US$ 10 bilhões em robotáxis nos próximos anos. Os recursos deverão incluir participações em empresas de condução autônoma, apoio às operações de frota e compromissos relacionados à aquisição ou utilização dos veículos.

Empresa amplia parcerias e prepara suporte financeiro para frotas autônomas

O plano procura posicionar a plataforma como um canal de distribuição para diferentes fabricantes e desenvolvedores. Em vez de criar sozinha toda a tecnologia, a empresa trabalha com parceiros responsáveis por sensores, software e veículos.

A Waymo permanece entre essas parceiras. As duas empresas operam em cidades norte-americanas, embora a Uber também amplie acordos com outros desenvolvedores.

A plataforma fornece acesso aos passageiros e administra etapas como solicitação, pagamento e definição das viagens. Os operadores dos robotáxis precisam cuidar de recarga, limpeza, manutenção e atendimento quando ocorre uma falha.

A condução autônoma modifica a estrutura de custos. A ausência de um motorista em cada viagem pode reduzir uma despesa, mas aumenta a necessidade de veículos, computadores, sensores, centros de controle e equipes remotas.

Uber prevê investir mais de US$ 10 bilhões em robotáxis

O investimento também cria riscos. A tecnologia precisa alcançar confiabilidade suficiente para operar em ruas com pedestres, ciclistas, obras, chuva e comportamentos imprevistos.

As regras variam entre cidades e estados. Uma autorização para testes não representa automaticamente a permissão para cobrar viagens ou ampliar a frota.

A Uber informou que parte dos recursos será destinada ao suporte financeiro das operações e aos compromissos com veículos. Esse modelo pode aproximar a companhia da administração direta dos ativos, atividade diferente de apenas conectar motoristas e passageiros.

Os resultados do segundo trimestre mostraram reservas brutas de US$ 58,02 bilhões, crescimento de 24%. A empresa, porém, apresentou previsão de lucro por ação abaixo da expectativa dos analistas para o terceiro trimestre.

A reação dos investidores demonstra que o potencial dos robotáxis é comparado ao custo necessário para colocá-los em escala.

Para a indústria automobilística, o plano cria demanda por veículos projetados para alta utilização. Durabilidade, manutenção, consumo de energia e facilidade de limpeza passam a ter peso maior.

O investimento de US$ 10 bilhões mostra que a mobilidade autônoma entrou em uma fase de capital e operação. O resultado dependerá da tecnologia, das regras e da capacidade de oferecer viagens com custos compatíveis.