A relação entre concessionárias e fabricantes ganhou espaço no debate do setor depois da divulgação de uma nova pesquisa da Fenabrave sobre a percepção dos distribuidores em relação às associações de marca. O levantamento avalia aspectos ligados a valor, parceria comercial e representação dos interesses das redes e será um dos temas de contexto para o congresso da entidade neste mês.

Pesquisa da Fenabrave mostra diferenças na avaliação das associações de marca

Pexels-Gustavo Fring

Uma concessionária depende da fabricante para receber veículos, peças, treinamento, sistemas digitais e políticas comerciais. A montadora, por sua vez, precisa da rede para atender consumidores em diferentes cidades.

Essa interdependência cria pontos de negociação sobre estoques, metas, investimentos e padrões de atendimento.

A pesquisa permite identificar onde os concessionários percebem maior ou menor capacidade de representação das associações responsáveis por intermediar essas relações.

As avaliações não devem ser interpretadas isoladamente como um julgamento sobre a qualidade dos veículos. Elas tratam da percepção empresarial de quem atua diariamente na distribuição.

Relação entre fabricantes e concessionárias entra em revisão

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A entrada de novas marcas aumenta a importância desse debate. Redes que estão sendo formadas agora precisam estabelecer regras de operação, territórios, investimentos e padrões de pós-venda.

Ao mesmo tempo, grupos tradicionais administram estruturas construídas ao longo de décadas e precisam adaptá-las ao crescimento da venda digital.

Outro ponto envolve estoques. Uma diferença entre a quantidade enviada pela fabricante e a capacidade de venda da concessionária pode aumentar custos financeiros.

Metas comerciais também precisam considerar diferenças regionais. Um modelo pode apresentar procura elevada em um Estado e menor demanda em outro.

A transição tecnológica acrescenta despesas. Oficinas precisam de equipamentos e treinamento para atender elétricos, híbridos e sistemas digitais.

A relação entre montadora e concessionária influencia, portanto, toda a experiência do consumidor. Prazos de entrega, disponibilidade de peças e capacidade de reparar um veículo dependem dessa coordenação.

O debate ganha importância antes da ExpoFenabrave porque a transformação da distribuição exige que fabricantes e redes redefinam responsabilidades e investimentos.