A Scania projeta ampliar em pelo menos 10% sua participação no mercado brasileiro de ônibus ao utilizar uma nova plataforma industrial e diferentes soluções de propulsão em sua estratégia para o segmento. A fabricante apresentou nesta segunda-feira seus planos para uma área que enfrenta redução nos emplacamentos em 2026 e procura recuperar volume por meio da renovação de frotas.

Fabricante aposta em nova estrutura industrial para crescer pelo menos 10% no segmento

Foto: Pexels-Fajri Nugroho

A estratégia ocorre em um momento de transformação no transporte coletivo. Empresas precisam administrar custos operacionais enquanto cidades e governos discutem financiamento, renovação de veículos e redução das emissões.

A indústria responde oferecendo diferentes alternativas energéticas. Diesel permanece presente, mas biometano, biodiesel e eletricidade passaram a disputar espaço nos projetos.

Para a Scania, a utilização de uma plataforma comum permite atender aplicações diferentes sem abandonar tecnologias já utilizadas pelos operadores.

A empresa mantém produção de ônibus em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, região que concentra parte da cadeia brasileira de veículos pesados.

Scania projeta ampliar participação no mercado brasileiro de ônibus

O desempenho do segmento depende de fatores diferentes daqueles encontrados nos automóveis. Uma compra de ônibus pode envolver licitações públicas, empresas privadas, operações rodoviárias ou programas de renovação financiados pelo governo.

Isso faz com que poucos contratos representem volumes capazes de alterar o resultado mensal.

A renovação também interfere na cadeia de fornecedores. Chassis, carrocerias, sistemas eletrônicos, bancos, vidros, pneus e equipamentos de acessibilidade são produzidos por diferentes empresas antes de formar o veículo completo.

Outro desafio é adequar a tecnologia à operação. Um ônibus urbano que percorre trajetos previsíveis possui necessidades diferentes de um veículo rodoviário que realiza viagens entre Estados.

A eletrificação, por exemplo, depende de infraestrutura de recarga e planejamento da autonomia. Combustíveis renováveis podem utilizar estruturas próximas das existentes.

A projeção de crescimento da Scania mostra que as fabricantes procuram ampliar participação mesmo diante de um mercado que ainda enfrenta dificuldades. O resultado dependerá da renovação das frotas e da capacidade dos operadores de financiar novos veículos.