A GWM concluiu na China seu teste de colisão de número 4.000 utilizando o Haval H7 PHEV para avaliar a estrutura, a proteção dos ocupantes e o funcionamento dos sistemas depois do impacto. A marca alcançou o resultado em 2026, após iniciar as atividades de seu primeiro laboratório dedicado à segurança veicular em 2008.

Instalação de 57 mil metros quadrados reproduz diferentes tipos de colisão

Foto: GWM

O teste analisou três etapas relacionadas à colisão: preservação do espaço destinado aos ocupantes, atuação dos equipamentos de retenção durante o impacto e resposta dos sistemas elétrico e de combustível depois da batida. A escolha de um veículo híbrido plug-in acrescentou à avaliação os riscos relacionados à bateria e ao circuito de alta tensão.

Após o impacto, o compartimento de passageiros manteve sua estrutura sem deformação considerada significativa pela fabricante. As portas continuaram operacionais, os airbags dianteiros e os cintos funcionaram conforme a programação, enquanto os bonecos que representavam crianças permaneceram posicionados nos dispositivos de retenção instalados no banco traseiro.

O circuito de alta tensão foi desconectado automaticamente depois da colisão. O sistema de combustível permaneceu sem vazamento detectado, e as luzes de emergência foram acionadas para alertar os demais usuários da via. Esses procedimentos integram a análise posterior ao impacto nos veículos que combinam motor a combustão e propulsão elétrica.

A GWM realiza os ensaios em uma instalação com 57 mil metros quadrados e investimento informado de 510 milhões de yuans. O laboratório utiliza câmeras capazes de registrar até 4.000 quadros por segundo e bonecos instrumentados que coletam dados biomecânicos sobre os efeitos das forças aplicadas ao corpo.

Laboratório da GWM alcança 4 mil testes completos de impacto

Segundo a empresa, mais de 100 milhões de yuans foram destinados aos bonecos usados nos testes. As imagens em alta velocidade permitem acompanhar deformações da carroceria, deslocamento dos ocupantes, atuação dos cintos e abertura dos airbags durante os intervalos que compõem uma colisão.

A instalação adota uma configuração denominada Cinco Zonas e Oito Pistas, desenvolvida pela fabricante para reproduzir diferentes tipos e ângulos de impacto. Sua estrutura atende testes completos de veículos, desenvolvimento de sistemas de retenção, avaliação da carroceria, proteção de pedestres e validação conjunta de recursos de segurança passiva e ativa.

A estrutura também permite examinar cenários de acidentes em diferentes velocidades, posições e condições de contato. Os ensaios físicos são complementados por simulações digitais, empregadas para reproduzir situações de trânsito e condições de emergência durante o desenvolvimento. O laboratório também permite verificar veículos conforme exigências e protocolos adotados em diferentes mercados nos quais a fabricante pretende operar.

A avaliação do Haval H7 PHEV mostra como os testes destinados a veículos eletrificados incorporam etapas além da resistência da carroceria. O isolamento da alta tensão, a integridade do sistema de combustível e a atuação dos alertas passam a integrar a verificação junto com airbags, cintos e proteção dos passageiros.