A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis registrou aumento nos preços médios da gasolina, do etanol e do diesel no Brasil. O levantamento realizado nos postos mostra como a variação dos combustíveis alcança motoristas, transportadores e empresas responsáveis pela distribuição de mercadorias em diferentes regiões.
Gasolina, etanol e diesel registram novas médias nos postos brasileiros

A gasolina comum chegou à média nacional de R$ 6,54 por litro, diante dos R$ 6,52 registrados anteriormente. O Rio Grande do Sul apresentou a menor média estadual, de R$ 6,24, enquanto Roraima apareceu no extremo oposto, com preço médio de R$ 7,56.
O etanol hidratado apresentou variação maior e passou de R$ 3,91 para R$ 4,08 por litro. São Paulo registrou média de R$ 3,77, a menor do levantamento. Em Roraima, o combustível foi encontrado por R$ 5,38, considerando a média calculada pela agência reguladora.
A relação nacional entre o preço do etanol e o da gasolina ficou próxima de 62%. O cálculo oferece uma referência para veículos flexíveis, mas não determina sozinho a escolha. Consumo específico do automóvel, percurso, temperatura, manutenção e preço encontrado em cada posto também interferem no resultado.
O diesel S10 alcançou R$ 7,13 por litro, depois de apresentar média de R$ 6,89 no levantamento anterior. O valor tem efeito sobre caminhões, ônibus, máquinas e veículos comerciais, porque o combustível representa uma parcela das despesas operacionais e influencia os custos associados ao transporte rodoviário.
Combustíveis sobem e alteram os cálculos dos motoristas
O diesel comum passou de R$ 6,48 para R$ 6,65 por litro. A diferença entre estados permaneceu: o Paraná apresentou média de R$ 6,31, enquanto o Acre registrou R$ 7,74. Distâncias, tributos, logística de distribuição e condições regionais ajudam a explicar as variações.
Para empresas de transporte, uma alteração de poucos centavos ganha dimensão quando aplicada a grandes volumes. Rotas, velocidade média, peso transportado, calibragem dos pneus e tempo de funcionamento do motor passam a integrar os cálculos utilizados para controlar consumo, prazo, manutenção e preço do serviço.
O levantamento indica que a comparação deve considerar o combustível disponível no local de abastecimento, e não somente a média nacional. Motoristas podem utilizar consumo real e distância percorrida para calcular o custo por quilômetro, referência mais adequada para comparar gasolina, etanol e diferentes condições de utilização.







