Os rolamentos de roda exigem inspeção periódica para que ruídos, vibrações e folgas sejam identificados antes de comprometerem outros componentes do veículo. A recomendação é verificar as quatro rodas a cada 20 mil quilômetros, com equipamento apropriado, porque não existe uma quilometragem única que determine o momento da substituição.

Inspeção deve abranger rodas, freios, semieixos e juntas homocinéticas

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“Não existe uma quilometragem exata para a troca do rolamento de roda, devido a uma série de fatores, variáveis e condições externas”, afirma Helber Antonio, engenheiro de Aplicação da SKF. Segundo o especialista, a avaliação preventiva deve utilizar estetoscópio analógico ou digital para localizar o início da falha.

O rolamento permite que a roda gire com baixo atrito enquanto recebe cargas e impactos durante a circulação. Seu desgaste depende das condições de utilização, do estado das vias e das solicitações aplicadas ao conjunto. Por isso, a troca deve ser definida pelo diagnóstico, não apenas pela distância percorrida.

O ruído costuma ser o primeiro sinal percebido. Ele pode aumentar conforme a velocidade sobe, continuar quando o motorista desacelera e ganhar intensidade nas curvas. Vibrações e folgas também indicam necessidade de verificação, mas esses sintomas não bastam para determinar qual peça apresenta defeito.

Alguns veículos possuem rolamentos nos semieixos capazes de produzir sons semelhantes aos originados nas rodas. A inspeção precisa abranger o conjunto de transmissão para evitar uma conclusão incorreta e a substituição de componentes que não sejam responsáveis pelo problema.

Ruídos nas rodas indicam quando verificar os rolamentos

Adiar o reparo pode ampliar folga, vibração, temperatura e instabilidade. O desgaste também pode alcançar cubo, manga de eixo, freios e sensores. Em casos de evolução da falha, existe risco de travamento da roda, situação que interfere no controle do veículo.

O procedimento começa com a suspensão do automóvel em equipamento de oficina. O profissional verifica roda, freios, juntas homocinéticas, semieixos e coifas. Depois, gira a roda e utiliza o estetoscópio para ouvir o funcionamento do rolamento e comparar os sons produzidos pelo conjunto.

A ferramenta ajuda a separar ruídos que podem ser confundidos durante a condução. O método também pode localizar falhas em rolamentos de alternadores e outros sistemas rotativos, desde que aplicado por profissional com conhecimento do componente avaliado.

Ao perceber som, vibração ou folga fora do comportamento, o motorista deve procurar uma oficina. A inspeção aos 20 mil quilômetros funciona como medida preventiva, enquanto a substituição depende da confirmação de dano. Dessa forma, o diagnóstico antecede falhas que poderiam elevar o custo do reparo e afetar a circulação.