A Pirelli selecionou pneus traseiros de compostos mais macios para a etapa da Moto2 no Grande Prêmio da Malásia, em Sepang. A escolha reúne o supermacio de desenvolvimento F0192 e o macio padrão SC0 para enfrentar uma pista abrasiva, com aderência reduzida e temperaturas que podem superar 55°C.

Marca avaliará desgaste e regularidade das opções traseiras durante a prova

Foto: Pirelli

“Sepang chega à edição deste ano com algumas mudanças na superfície da pista”, afirma Giorgio Barbier, diretor de Competições de Motociclismo da Pirelli. Segundo Barbier, o nivelamento removeu saliências e desníveis causados por chuvas e infiltrações, mas o circuito conserva diferenças entre seus trechos.

O F0192 já foi utilizado no GP da Espanha, em Jerez. A especificação conserva a construção do supermacio padrão SCX, mas incorpora outro composto para aumentar a resistência ao desgaste e manter o comportamento durante a corrida. O SC0 completa a oferta traseira.

As condições de Sepang exigem atenção ao gerenciamento dos pneus. O calor e a umidade podem provocar superaquecimento, elevar o deslizamento e reduzir a aderência. A rugosidade do pavimento impõe desgaste mesmo após o nivelamento.

O setor entre as Curvas 7 e 12 recebeu recapeamento em 2023. O restante do traçado conserva a base de asfalto instalada ainda em 2016. A exposição ao sol, às chuvas e às monções contribuiu para o desgaste da superfície, criando condições distintas ao longo de uma volta.

Pirelli leva pneus traseiros mais macios para Sepang

“Levando essas características em consideração, decidimos manter uma alocação focada em soluções traseiras mais macias, uma abordagem que se mostrou bem-sucedida na prova do ano passado”, acrescenta Barbier. Em 2025, todos os competidores da Moto2 combinaram o dianteiro SC1 com o traseiro SCX supermacio, então identificado como especificação E0126.

A análise deste ano deverá comparar o F0192 e o SC0 ao longo da distância da prova. A Pirelli observará o comportamento, o desgaste e a regularidade das duas opções e os efeitos das alterações da pista sobre o equilíbrio dos compostos.

Na Moto3, a alocação permanece composta pelas soluções padrão SC1 macia e SC2 média, disponíveis para os eixos dianteiro e traseiro. As temperaturas de Sepang podem favorecer os compostos macios, mas as equipes poderão combinar as alternativas de acordo com as condições encontradas durante treinos, classificação e corrida.

Na edição anterior, todos os pilotos da Moto3 utilizaram o SC1 traseiro, enquanto o SC2 predominou na dianteira. Taiyo Furusato, da Honda, foi a exceção entre os vencedores das escolhas mais frequentes: ele ganhou a prova utilizando o SC1 na roda dianteira.