O Brasil possui 711 mil mecânicos e 92 mil oficinas, segundo dados do GMA – Grupo de Manutenção Automotiva, e são responsáveis por 80% da manutenção do total da frota circulante, estimada em 32,5 milhões de unidades, entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus (dados do Levantamento do Sindipeças). Com as mudanças tecnológicas, a profissão mudou ao longo do tempo e ficou mais técnica diante da complexidade dos novos recursos eletrônicos que mudam a cada lançamento de veículo. Assim, o mecânico deve se atualizar constantemente fazendo cursos de capacitação e especialização. Agora, pode contar com a primeira faculdade voltada à reparação de veículos. O curso superior de Tecnologia em Sistemas Automotivos do Senai Ipiranga – Escola Conde José Vicente de Azevedo, em São Paulo-SP, inicia a primeira turma em 2012 e terá duração de seis semestres. O aluno aprenderá a desenvolver soluções tecnológicas e administrar processos de pós-venda na área automotiva e conduzir a manutenção em sistemas automotivos, de acordo com normas técnicas, ambientais, de qualidade, saúde e segurança no trabalho, buscando atender as necessidades e expectativas do cliente e a rentabilidade do negócio.
A iniciativa partiu da necessidade do setor de reparação de veículos em preparar os profissionais para suprir a carência da falta de mão de obra capacitada e representa uma importante conquista para o mecânico que tem mais um motivo para comemoração no dia 20/12, dia que a categoria é lembrada.
A profissão de mecânico vem evoluindo ao longo das décadas, porém com mais intensidade após o advento da injeção eletrônica que foi um marco para o setor de reparação de veículos. Com a chegada de novas marcas e modelos de veículos – são mais de 400 versões de automóveis à disposição do consumidor – atrelada às facilidades dos financiamentos que proporcionam o aumento médio anual de 7% da frota circulante de veículos nos últimos anos, o setor de reparação teve de se adequar a uma nova realidade. “O desafio do reparo consiste no acesso às informações técnicas e capacitação da mão de obra”, explica Antonio Fiola, presidente do Sindirepa-SP, sindicato que representa as 15 mil oficinas localizadas no Estado de São Paulo.
Segundo Fiola, a cada lançamento surgem novidades que o mecânico precisa saber para cuidar da manutenção deste veículo que chega às oficinas a partir dos três anos de idade. Além de a profissão exigir conhecimento técnico, também já não atrai tanto o interesse do jovem que ingressa no mercado de trabalho, o que dificulta a renovação de equipes e aumenta a carência da mão de obra no setor.
Nesta área de capacitação, o Sindirepa-SP tem firmado convênio com o Senai Ipiranga que permite o aperfeiçoamento dos cursos para atender às necessidades do mercado e bolsas gratuitas de estudo.
Também dispõe de parceria com o CIEE – Centro de Integração Empresa Escola, para facilitar a contratação de estagiários nas oficinas.
Para valorizar a profissão de mecânico, o Sindirepa-SP, juntamente com o GMA – Grupo de Manutenção Automotiva e responsável pelo Programa Carro 100%/ Caminhão 100% / Moto 100%, fechou convênio com o Senai Nacional para a criação da certificação profissional, de acordo com a norma ABNT 15681 de qualificação do mecânico para avaliar se o profissional está apto a fazer determinado reparo no veículo.
Desta forma, o setor de reparação de veículos vem buscando soluções para melhorar a capacitação da mão de obra e garantir serviços de qualidade nas oficinas.





