A Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis e a European Aluminium solicitaram que o alumínio participe do mecanismo de créditos previsto na revisão das regras de dióxido de carbono para automóveis. A proposta atual considera o aço produzido com menor emissão, mas não contempla o alumínio nas mesmas condições.

Indústria solicita créditos para materiais produzidos com menor emissão de carbono

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As entidades enviaram o pedido ao Parlamento Europeu e ao Conselho da União Europeia. O mecanismo pretende reconhecer materiais com emissões reduzidas durante a fabricação. Montadoras poderiam contabilizar essa escolha ao cumprir obrigações ambientais relacionadas aos veículos comercializados dentro do bloco.

O alumínio aparece em carrocerias, estruturas, rodas, baterias e componentes mecânicos. Sua menor densidade pode reduzir massa, mas a produção primária utiliza quantidade de energia. A origem da eletricidade e a participação de material reciclado interferem na emissão incorporada em cada tonelada fornecida.

A análise ambiental precisa considerar fabricação e utilização. Reduzir peso pode diminuir consumo de combustível ou energia durante a circulação. Entretanto, esse resultado depende da quantidade empregada, do processo produtivo, da configuração do veículo e da possibilidade de recuperar o material depois do descarte.

A indústria argumenta que excluir o alumínio criaria tratamento diferente entre materiais utilizados com finalidades semelhantes. O metal também é classificado como estratégico pela legislação europeia. As entidades pedem critérios que permitam comprovar origem, intensidade de carbono e conteúdo reciclado antes da concessão dos créditos.

Alumínio busca espaço nas regras europeias de emissões

Um sistema de créditos exige rastreabilidade para evitar dupla contagem. Fabricante, fornecedor e produtor do metal precisam compartilhar informações verificáveis. Certificados sem correspondência com o material utilizado no veículo podem reduzir a confiabilidade do mecanismo e dificultar a comparação entre diferentes cadeias industriais.

No Brasil, alumínio produzido com eletricidade de fontes renováveis pode atender cadeias que procuram reduzir emissões incorporadas. Fornecedores nacionais precisam documentar energia, reciclagem e origem. Requisitos europeus podem alcançar componentes brasileiros exportados diretamente ou utilizados em veículos destinados ao mercado internacional.

A decisão da União Europeia influenciará escolhas de materiais e contratos de fornecimento. Reconhecer o alumínio não determina sua utilização automática, mas modifica a comparação com o aço. Engenharia continuará avaliando custo, massa, resistência, reparação e emissões conforme cada componente do veículo.