A Biostation desenvolveu uma tecnologia de biometria palmar voltada também ao transporte de passageiros no Brasil, utilizando sensores capazes de reconhecer o padrão vascular da mão sem contato físico. A solução cria uma possibilidade de acesso a ônibus, metrôs e outros sistemas de mobilidade por identificação biométrica, substituindo em determinadas aplicações cartões, bilhetes ou dispositivos móveis.
Tecnologia identifica passageiro pelas veias da mão e amplia debate sobre pagamento e dados

O avanço desse tipo de sistema amplia a discussão sobre a relação entre indústria automobilística, transporte público e infraestrutura digital. A evolução da mobilidade deixou de depender apenas dos veículos e passou a incluir pagamentos, identificação dos usuários, processamento de dados e integração entre diferentes serviços.
A leitura utiliza luz infravermelha para identificar o desenho dos vasos sanguíneos abaixo da pele. O padrão é convertido em informação digital e comparado com o cadastro existente antes da liberação do acesso.
Um dos objetivos é reduzir o tempo necessário para validar o passageiro. Em sistemas que movimentam milhares de pessoas durante períodos concentrados, alguns segundos adicionais em cada operação podem gerar filas nas catracas e nas áreas de embarque.
A tecnologia também pode ser utilizada para reduzir fraudes relacionadas ao compartilhamento de cartões ou benefícios vinculados a uma pessoa específica. Nesse caso, a identificação deixa de depender exclusivamente de um objeto que possa ser transferido entre usuários.
Biometria palmar pode mudar acesso ao transporte público

A implantação em escala, porém, exige integração com sistemas de bilhetagem, bancos de dados e equipamentos instalados nas estações ou veículos. Operadores precisam avaliar velocidade de processamento, disponibilidade da rede e funcionamento diante de falhas de comunicação.
Outro ponto envolve a proteção dos dados biométricos. Diferentemente de uma senha, uma característica física não pode ser simplesmente substituída depois de um vazamento. Criptografia, controle de acesso e tratamento dentro das regras da LGPD tornam-se etapas do projeto.
A Biostation informa utilizar infraestrutura criptográfica e recursos destinados a proteger as informações desde a captura. A aplicação efetiva no transporte público dependerá dos contratos e das exigências estabelecidas por cada operador ou administração pública.
Para a indústria da mobilidade, a biometria representa outra etapa da digitalização. Ônibus, trens e estações passam a integrar sistemas de informação que começam antes do embarque e permanecem ativos durante toda a jornada.
A tecnologia não substitui a necessidade de oferecer formas alternativas de acesso. Ela acrescenta uma possibilidade que deverá ser avaliada em relação a custo, privacidade, inclusão e capacidade de processamento.






