A Hyundai Motor definiu uma estratégia para alcançar 5,55 milhões de veículos vendidos globalmente em 2030, equivalentes a uma participação de 6% no mercado mundial, apoiada pela ampliação da produção, eletrificação e renovação do portfólio. Apresentado durante o CEO Investor Day 2026, o planejamento prevê que os veículos eletrificados representem 60% das vendas da companhia no fim da década, ante 23% em 2025, além do lançamento ou atualização de mais de 100 modelos em diferentes regiões.
Plano reúne mais de 100 novidades, expansão industrial e novas tecnologias

“Nossos fundamentos nunca estiveram tão fortes. O Hyundai Motor Group é o terceiro maior grupo automotivo e o segundo mais rentável, o que nos dá capacidade de investir enquanto outros estão recuando”, afirma José Muñoz, presidente e CEO da Hyundai Motor Company. O executivo acrescenta que a empresa levará mais de 100 novos modelos ao mercado até 2030, com diferentes opções de motorização, e pretende elevar sua margem operacional para mais de 9%.
A ofensiva será distribuída entre os principais mercados. Até 2030, estão previstos 58 lançamentos ou atualizações na América do Norte, 49 na Coreia, 41 na Europa, 26 na Índia e 22 na China. Parte desses projetos representará a entrada da Hyundai em segmentos nos quais sua participação ainda é menor, incluindo veículos com carroceria sobre chassi, picape média e comerciais leves.
A América Central e a América do Sul também ocupam espaço específico no planejamento apresentado pela Hyundai. Para a região, a fabricante indicou uma estratégia baseada em modelos com produção localizada e diferentes formas de propulsão, destacando HB20 e Creta na apresentação. A presença dos dois modelos coloca produtos ligados à operação brasileira dentro do mapa utilizado pela companhia para explicar como pretende adequar sua atuação às características de cada mercado até 2030.
A região também aparece conectada à estratégia industrial da Índia. A Hyundai pretende elevar para 90% o conteúdo de origem local utilizado nos veículos produzidos no país asiático até 2030. Com capacidade para fabricar 1,1 milhão de unidades por ano, a operação indiana deverá destinar aproximadamente 30% da produção às exportações, tendo América do Sul, Oriente Médio, África e outros mercados asiáticos entre os destinos previstos.
Hyundai traça plano para vender 5,55 milhões de carros em 2030
A expansão industrial global adicionará 1,27 milhão de unidades de capacidade anual até 2030. O planejamento contempla 500 mil veículos adicionais na América do Norte, 320 mil na Índia, 250 mil nas operações em regime CKD e 200 mil na Coreia. Na América do Norte, a empresa também pretende elevar de 60% para 80% a meta de fornecimento local de componentes.
A eletrificação terá diferentes tecnologias. Os primeiros veículos elétricos de autonomia estendida, conhecidos pela sigla EREV, chegarão a partir do primeiro semestre de 2027. O Santa Fe será um dos primeiros a utilizar essa arquitetura e terá autonomia total projetada superior a 965 quilômetros, após a conversão das 600 milhas informadas pela fabricante.
O desenvolvimento de baterias também integra o plano. Células desenvolvidas internamente entregam mais que o dobro da potência das anteriores de alto teor de níquel e reduzem em 40% o tempo de recarga. Para 2028, o sistema de gerenciamento de bateria baseado em nuvem deverá ampliar a vida útil das baterias em média em 20%.
A Hyundai ainda estabeleceu etapas para veículos definidos por software, condução autônoma, robotáxis e robótica. Em 2028, a tecnologia de condução autônoma de nível 2+ deverá chegar ao primeiro veículo definido por software produzido em série, em colaboração com a Nvidia. A partir de 2029, um centro de dados de inteligência artificial de 100 megawatts, com capacidade para mais de 50 mil GPUs, apoiará o processamento das informações geradas pela operação global.
No campo financeiro, a companhia elevou sua meta de margem operacional consolidada para mais de 9% em 2030. No primeiro semestre de 2026, a Hyundai comercializou dois milhões de veículos no atacado, registrou receita de 95,2 trilhões de won e margem operacional de 5,6%, números que formam a base financeira apresentada pela empresa para sustentar os investimentos previstos até o fim da década.






