A Aviloo analisou baterias de carros elétricos usados em diferentes quilometragens para medir quanto da capacidade original permanece disponível. O levantamento comparou modelos aos 50 mil, 100 mil e 150 mil quilômetros, utilizando diagnósticos independentes realizados por meio da conexão eletrônica dos veículos avaliados.
Estudo compara a capacidade remanescente após 150 mil quilômetros

O estudo colocou o Mercedes-Benz EQA na primeira posição aos 150 mil quilômetros, com capacidade remanescente mediana de 94%. Hyundai Ioniq 5 e BMW i4 apareceram em seguida, com 93,8% e 93,6%, respectivamente, mostrando diferenças entre projetos submetidos a condições reais de utilização.
O Hyundai Kona Electric e o Volvo XC40 Recharge também conservaram mais de 92,7% da capacidade original. O resultado não estabelece a condição de cada unidade existente no mercado, mas apresenta referências para compradores, vendedores, oficinas, seguradoras e empresas responsáveis pela avaliação de veículos eletrificados usados.
O Tesla Model Y registrou 90,3% de capacidade mediana aos 150 mil quilômetros, enquanto o Model 3 alcançou 88,9%. Apesar da diferença diante dos primeiros colocados, os resultados indicam que os veículos avaliados conservaram parte predominante da energia disponível quando deixaram as respectivas fábricas.
As baterias menores apresentaram redução proporcional maior porque precisam completar mais ciclos para percorrer a mesma distância de um veículo equipado com conjunto de maior capacidade. Temperatura, velocidade de recarga, utilização cotidiana, atualizações do sistema e períodos com carga elevada também interferem no processo de degradação.
Teste de baterias muda avaliação de elétricos usados
O levantamento identificou diferenças de até 13,5 pontos percentuais entre unidades do mesmo modelo. Esse dado impede que marca, idade ou quilometragem sejam utilizados isoladamente para definir o estado da bateria. Dois automóveis equivalentes podem oferecer autonomias distintas conforme seus históricos de utilização, armazenamento e carregamento.
No Brasil, a informação interessa ao mercado de carros elétricos usados porque parte da frota começa a trocar de proprietário. Um certificado independente da bateria pode reduzir incertezas, apoiar a formação do preço e indicar se a autonomia disponível atende ao deslocamento previsto pelo comprador.
O estudo demonstra que a avaliação do carro elétrico usado precisa combinar capacidade remanescente, histórico, garantia e inspeção individual. A leitura apresentada pelo painel não substitui necessariamente um diagnóstico externo, principalmente quando a negociação envolve veículos com diferentes proprietários, utilizações ou condições de recarga.






