A Pirelli levará os pneus traseiros SCX supermacio e SC0 macio para a Moto2 no Grande Prêmio do Japão, disputado no Mobility Resort Motegi após o recapeamento integral realizado entre o fim de 2025 e o início de 2026. A superfície sem referências transforma aderência, abrasividade, desgaste e temperatura nas variáveis do fim de semana.
Equipes precisarão avaliar aderência e abrasividade desde os primeiros treinos

“No GP do Japão do ano passado, com base na experiência adquirida em 2024 — nossa temporada de estreia — e no trabalho de desenvolvimento subsequente, introduzimos uma alocação de pneus traseiros mais voltada para compostos macios na Moto2”, afirma Giorgio Barbier, diretor de Competições de Motociclismo da Pirelli.
A fabricante manteve a combinação utilizada em 2025, embora as duas opções tenham mudado de condição dentro da gama. O SCX deriva da especificação E0126, promovida em 2026 a supermacio padrão. O SC0 corresponde à antiga especificação de desenvolvimento E0125 e poderá servir como alternativa diante de desgaste superior ou temperaturas baixas.
Motegi adota um traçado de aceleração e frenagem, com desacelerações, curvas lentas e retomadas. Tração e estabilidade na saída das curvas interferem no tempo de volta. O circuito integra, com Red Bull Ring e Buriram, o grupo de pistas que impõem carga aos freios durante o campeonato.
O asfalto anterior apresentava aderência baixa e desgaste limitado. A nova camada elimina essa referência. Desde os primeiros treinos, equipes e pilotos precisarão medir a resposta da superfície para definir configurações e avaliar qual composto atende às condições encontradas.
Pirelli leva pneus macios para enfrentar mudanças da Moto2 em Motegi

“O aspecto mais interessante a ser avaliado, no entanto, será o novo asfalto no Mobility Resort Motegi”, acrescenta Barbier. Segundo o diretor, o nível de aderência e seus efeitos sobre desgaste e degradação deverão ser observados desde as sessões iniciais. Chuva e temperaturas matinais também poderão modificar as escolhas.
Na Moto3, a Pirelli disponibilizará SC1 macio e SC2 médio nos eixos dianteiro e traseiro. Em 2025, todos os pilotos utilizaram o SC1 atrás. Na dianteira, o grid dividiu-se entre as duas opções, enquanto os três integrantes do pódio competiram com o SC2.
A etapa abre a passagem do campeonato pela Ásia e coloca as categorias diante de uma pista conhecida com comportamento ainda não medido. A coleta de dados nos treinos deverá orientar pressão, acerto das motocicletas e seleção dos pneus para classificação e corrida. A decisão final dependerá da evolução da pista, do clima e da capacidade de cada equipe para controlar o pneu durante as voltas.







