A Dunlop relaciona a escolha dos pneus aos custos e à disponibilidade das frotas de ônibus ao considerar rendimento por quilômetro, recapagem, consumo de combustível e paradas para manutenção. A fabricante oferece os modelos SP176 e SP320 para aplicações urbanas e rodoviárias e utiliza o sistema TAIYO na produção dos componentes.
SP176 e SP320 atendem às demandas dos transportes urbano e rodoviário

A proposta desloca a análise do preço de aquisição para o custo por quilômetro rodado. Esse indicador considera a distância percorrida na primeira utilização, o potencial de recapagem e os gastos associados a combustível, substituições e interrupções. O objetivo é acompanhar o pneu.
O sistema TAIYO constitui um dos elementos utilizados pela Dunlop nessa estratégia. O processo elimina emendas nas partes de borracha, substituindo as sobreposições dos métodos convencionais por uma construção contínua. A solução busca ampliar a uniformidade estrutural e distribuir os materiais.
Essa configuração interfere no desgaste, na estabilidade e na conservação da carcaça. Uma estrutura preservada pode passar pela recapagem e iniciar outro ciclo de utilização. Dessa forma, o investimento feito na aquisição é distribuído por uma distância maior, com reflexos no custo por quilômetro e na disponibilidade.
Para o transporte urbano, a Dunlop direciona o SP176 a trajetos marcados por acelerações, frenagens, pavimento irregular, calor dos freios e contato com meios-fios. O modelo combina talão reforçado com borracha destinada à dissipação térmica, banda de rodagem com camada dupla, proteção lateral e ejetores de pedras.
Sistema TAIYO amplia aproveitamento dos pneus para ônibus
A camada dupla atua no controle do aquecimento da estrutura, enquanto o reforço lateral procura reduzir danos provocados por obstáculos. Os ejetores evitam que fragmentos permaneçam nos sulcos e avancem em direção à carcaça. Esses recursos trabalham com a construção sem emendas proporcionada pelo sistema TAIYO.
Nas operações intermunicipais e rodoviárias, a Dunlop oferece o SP320. O modelo utiliza uma área de contato voltada ao desgaste uniforme, protetores de sulcos contra pedras e objetos perfurantes e talão com reforço de náilon na medida de 22,5 polegadas. A configuração considera veículos que percorrem longas distâncias.
A recapabilidade participa da proposta dos dois modelos porque permite prolongar o uso da carcaça após a substituição da banda de rodagem. O processo reduz a demanda por matérias-primas e pode diminuir o custo total, desde que a estrutura seja aprovada e tenha sido conservada no primeiro uso.
A tecnologia de fabricação, entretanto, precisa estar acompanhada de manutenção. Calibragem, alinhamento, balanceamento, rodízio e inspeções ajudam a evitar desgaste irregular e perda antecipada da carcaça. O acompanhamento identifica problemas de suspensão, geometria ou pressão antes que provoquem uma retirada antecipada.
Uma falha durante o trajeto pode gerar substituição, atraso, ônibus parado e alteração da programação da linha. Bolhas, separação da banda, deformações no talão e rompimentos estruturais também elevam despesas e interferem na continuidade do serviço de transporte.
Ao combinar o sistema TAIYO, produtos destinados a cada aplicação, recapagem e manutenção, a Dunlop posiciona o pneu como parte da gestão operacional. A análise pelo custo por quilômetro permite que transportadores comparem alternativas durante o ciclo completo e relacionem a escolha do componente à produtividade da frota.







