O sistema de monitoramento de câmeras com inteligência artificial reduziu em 22% os sinistros e em 80% as ocorrências com vítimas graves ou fatais entre os quilômetros 15 e 20 da Rodovia Raposo Tavares, em São Paulo. A comparação considera julho e agosto deste ano com o mesmo período do ano anterior.
Imagens passam pela verificação das autoridades antes de eventual autuação

O trecho registrou 67 sinistros, ante 86 na comparação. As ocorrências com vítimas graves ou fatais passaram de cinco para uma. As câmeras identificam falta do cinto de segurança e uso do celular ao volante, enviando as imagens para análise das autoridades.
As autuações começaram em 3 de agosto, depois de três meses destinados a testes e calibração. Desde então, a Polícia Militar Rodoviária contabilizou 2.316 infrações relacionadas às duas condutas, média aproximada de 75 registros diários. Foram 1.386 casos sem cinto e 930 envolvendo celular.
Duas câmeras com inteligência artificial operam nos quilômetros 17 e 18. O monitoramento também utiliza 48 câmeras e duas viaturas equipadas para transmitir imagens em tempo real. Outras 177 unidades deverão começar a funcionar até o fim do mês, ampliando a cobertura do corredor.
O Sistema Analisador de Tráfego está em implantação para contar, pesar e classificar veículos, além de registrar a velocidade média. Os dados poderão apoiar decisões sobre operação, segurança e fluidez, relacionando o comportamento do tráfego às condições verificadas nos segmentos monitorados.
Câmeras identificam falta de cinto e uso do celular ao volante
A adoção das câmeras ocorre gradualmente nos contratos de concessão rodoviária do Estado de São Paulo. Equipamentos já funcionam em trechos da Grande São Paulo, do interior e do litoral, incluindo Anhanguera, Rodoanel Mário Covas, D. Pedro I, Mogi-Dutra, Mogi-Bertioga e Padre Manoel da Nóbrega.
Mais de 1.200 câmeras inteligentes estão instaladas em outras rodovias estaduais, entre elas Washington Luís, Comandante João Ribeiro de Barros, Assis Chateaubriand e Engenheiro Paulo Nilo Romano. Há ainda equipamentos em Ribeirão Preto, Araraquara, Franca e no trecho urbano de Presidente Prudente.
A tecnologia funciona como apoio à fiscalização e não substitui a atuação dos agentes. As imagens passam por verificação antes de uma possível autuação, que permanece sob responsabilidade dos órgãos de policiamento rodoviário. O sistema também auxilia a operação das vias e a identificação de comportamentos associados a colisões.
Os resultados observados na Raposo Tavares abrangem apenas dois meses e um trecho de cinco quilômetros. A ampliação da rede permitirá acompanhar se a redução continuará em períodos maiores e em rodovias com características diferentes de tráfego, infraestrutura, velocidade e circulação de veículos.






