A Suzuki anunciou a Estratégia Tecnológica 2026 para os próximos dez anos, com metas destinadas a transformar o desenvolvimento e a produção. O plano busca reduzir o consumo de energia, ampliar o valor entregue e acelerar a oferta adaptada às condições de cada mercado até 2030.

Fabricante estabelece metas de eficiência para engenharia e produção até 2030

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A fabricante organiza essa direção sob o conceito Right × Light Mobile Tech, pela combinação entre tecnologia adequada e redução de peso. A proposta dá continuidade à filosofia de minimização de energia, apresentada em 2024, e à maximização do valor essencial, incorporada em 2025, para orientar processos e decisões de engenharia.

A estratégia utiliza diferentes soluções conforme a disponibilidade de energia, a infraestrutura e as exigências locais. A Suzuki pretende ajustar suas escolhas às variações nos custos de matérias-primas e energia, além das normas ambientais e de segurança, sem estabelecer tecnologia única para todos os países e aplicações.

Para ampliar a capacidade de resposta, a empresa pretende reduzir pela metade o prazo de desenvolvimento de veículos até 2030. No mesmo período, prevê elevar em 30% a eficiência do desenvolvimento e em 50% a eficiência da produção, mediante mudanças simultaneamente na engenharia e na manufatura.

O plano inclui desenvolvimento conjunto entre as áreas do produto e da fabricação, uso de engenharia digital e modularização. Esses recursos deverão permitir que projetos destinados a mercados distintos compartilhem processos e componentes, enquanto preservam configurações compatíveis com as necessidades de utilização em cada região.

Suzuki reduz pela metade prazo para desenvolver novos carros

Japão e Índia terão funções nessa estrutura. Tecnologias desenvolvidas no Japão servirão de base para projetos e preparação da produção em escala. A operação indiana será ampliada como centro de fabricação e exportação, com capacidade prevista de aproximadamente quatro milhões de unidades no ano fiscal de 2030 e nos períodos seguintes.

A circulação de recursos integra o programa. A terceira usina de biogás da Suzuki na Índia iniciou as operações em agosto de 2026. A instalação utiliza esterco bovino para produzir combustível e devolve fertilizante às comunidades, formando um ciclo que relaciona energia, atividade agrícola e transporte.

A empresa pretende associar o biogás à frota de veículos movidos a gás natural comprimido no país. A iniciativa faz parte da Cooperação Japão-Índia de Biogás para o Crescimento, acordada pelos governos dos dois países em julho de 2026, e procura apoiar soluções de redução de carbono baseadas em recursos locais.

A execução dependerá ainda do chamado Team Suzuki, modelo de trabalho que reúne funções e unidades além das divisões organizacionais e geográficas. No desenvolvimento do e SKY, essa integração foi utilizada para ampliar a autonomia por carga, segundo a companhia, por meio da coordenação entre diferentes áreas técnicas.

Nos produtos, a estratégia abrangerá veículos híbridos em série, o sistema híbrido em desenvolvimento Super Ene Charge, motores turbo com injeção direta, a estrutura leve S Light e o SDV Lite, voltado aos veículos definidos por software. A Suzuki planeja combinar essas tecnologias conforme o mercado e o tipo de uso, vinculando desenvolvimento, produção e fontes de energia ao ciclo de cada veículo.