A Konvekta desenvolve sistemas que integram o controle térmico da bateria, da cabine e dos componentes de ônibus elétricos. A proposta reúne cargas antes administradas separadamente, permitindo que o veículo distribua calor e refrigeração conforme temperatura externa, ocupação, operação e disponibilidade de energia.

Gestão térmica conjunta procura controlar consumo, autonomia e temperatura interna

Foto: Andy Coffie

A empresa informa possuir aproximadamente 12 mil sistemas de bomba de calor com dióxido de carbono em funcionamento. A experiência serve como base para uma arquitetura que coordena climatização dos passageiros, condicionamento da bateria e outros circuitos térmicos por meio de controles eletrônicos conectados.

A bateria precisa trabalhar dentro de uma faixa de temperatura para entregar potência, receber recarga e limitar a degradação. Em dias frios ou quentes, parte da energia armazenada é usada para aquecer ou resfriar o conjunto, reduzindo a parcela disponível para movimentar o ônibus.

A cabine apresenta outra demanda variável. Quantidade de passageiros, abertura das portas e duração das paradas alteram rapidamente a temperatura interna. Uma gestão integrada pode reaproveitar calor produzido por componentes e ajustar equipamentos conforme a necessidade, em vez de manter sistemas independentes funcionando simultaneamente.

Para operadores, o consumo da climatização interfere no planejamento das linhas. Um ônibus capaz de cumprir determinada distância em condições moderadas pode apresentar autonomia diferente sob temperaturas extremas. O cálculo precisa incluir relevo, tráfego, ocupação, velocidade média, recarga e utilização dos sistemas auxiliares.

Ônibus elétrico muda ao integrar bateria e climatização

A tecnologia possui aplicação no Brasil, onde ônibus elétricos operam em cidades com variações de temperatura e umidade. Regiões quentes exigem uso prolongado do ar-condicionado, enquanto áreas frias demandam aquecimento e controle da bateria. Cada operação precisa ser dimensionada segundo percurso e clima.

A manutenção também muda com a integração. Técnicos devem compreender refrigeração, eletrônica, comunicação entre módulos e circuitos de alta tensão. Uma falha pode atingir conforto, recarga ou desempenho, exigindo diagnóstico capaz de identificar o componente responsável sem substituir conjuntos que continuam em condições operacionais.

A gestão térmica mostra por que a autonomia de um ônibus elétrico não depende somente da capacidade nominal da bateria. Software, bombas, válvulas e trocadores de calor participam do consumo. Integrar esses elementos pode reduzir perdas e ampliar a previsibilidade das frotas urbanas.