A BASF, a Chery e a Orient Motion desenvolveram um sistema de freio eletromecânico produzido em série, no qual comandos eletrônicos substituem a transmissão hidráulica convencional. A tecnologia conecta pedal, central de controle e atuadores instalados nas rodas para executar a frenagem solicitada pelo motorista.
Sistema eletromecânico transforma o comando do pedal em sinais processados por software

No sistema tradicional, o movimento do pedal pressuriza um fluido que transmite força até os freios. Na configuração eletromecânica, sensores interpretam o acionamento e enviam informações aos atuadores. O software calcula quanto cada roda deve frear conforme velocidade, aderência e condição do veículo.
A retirada de tubulações e fluido altera montagem, manutenção e organização dos componentes. Também permite integrar frenagem, controle de estabilidade, recuperação de energia e recursos de assistência ao motorista. A resposta depende da comunicação entre sensores, processadores e motores elétricos responsáveis pelo acionamento.
Como não existe uma ligação hidráulica convencional, segurança e redundância assumem papel central. O sistema precisa continuar funcionando diante de falhas em sensores, alimentação ou comunicação. Baterias auxiliares, circuitos independentes e estratégias de emergência participam da validação exigida antes da aplicação comercial.
A BASF fornece plásticos de engenharia empregados no pedal, na unidade motora e na central de controle. Os materiais precisam resistir a temperatura, esforço mecânico, vibração e exposição ao ambiente automotivo. A redução de massa não pode comprometer a função de um sistema associado diretamente à segurança.
Freio sem circuito hidráulico muda a arquitetura dos veículos
A tecnologia foi industrializada na China e aplicada inicialmente em um veículo da Exeed, marca pertencente à Chery. Uma norma chinesa passou a reconhecer sistemas de frenagem com transmissão elétrica, oferecendo uma referência regulatória para homologação e ampliação da produção no mercado local.
Para oficinas, o freio eletromecânico exigirá diagnóstico eletrônico, procedimentos de isolamento e acesso a informações técnicas. A troca de pastilhas continuará necessária, mas falhas poderão envolver software, sensores e atuadores. Técnicos precisarão diferenciar desgaste mecânico de problemas elétricos ou de comunicação.
O freio sem circuito hidráulico mostra como sistemas automotivos passam a depender de software e eletrônica. A adoção em outros países dependerá de normas, custos, confiabilidade e treinamento. O avanço não elimina a manutenção, mas modifica componentes, ferramentas e responsabilidades durante cada reparação.







