A Fórmula 1 retorna ao circuito de Barcelona-Catalunha neste fim de semana, seis meses após os testes de pré-temporada realizados no mesmo local. A etapa espanhola, que integra a atual temporada, foi adiada em relação à data original e marca a continuidade de um campeonato iniciado em janeiro, quando as equipes tiveram cinco dias para se adaptar aos novos monopostos definidos pelo regulamento técnico.
Estatísticas reforçam tradição do GP da Espanha no Mundial

Os compostos escolhidos para esta corrida são o C2, C3 e C4. A seleção representa uma mudança em relação ao padrão habitual de Barcelona, com pneus mais macios, o que deve aumentar o número de paradas nos boxes e incluir o uso do composto duro nas estratégias.
O circuito de Montmeló tem 4,657 km de extensão e é considerado um dos mais completos do calendário. São 14 curvas, nove delas à direita, que exigem bastante dos pneus, especialmente na Curva 3 e nas duas últimas curvas redesenhadas em 2023. A degradação é predominantemente térmica e o eixo dianteiro costuma ser o fator limitante. O asfalto, bastante abrasivo, somado às temperaturas mais altas previstas para esta edição, deve intensificar o desgaste.
As equipes chegam à Catalunha com atualizações nos carros, prática comum nesta etapa. Entre os pontos de atenção estão os aros das rodas, que influenciam diretamente na troca de calor entre pneus, freios e pista. Os testes realizados em janeiro servirão como referência para avaliar o desempenho das novidades.
A Pirelli permanecerá em Montmeló nos dias 16 e 17 de junho para uma sessão de testes com pneus slick. Ferrari, Aston Martin e Cadillac participarão dos dois dias de atividades, ampliando o desenvolvimento dos compostos em condições reais de pista.
Montmeló volta ao calendário da Fórmula 1 com mudanças
Na temporada de 2025, o GP da Espanha registrou a maioria dos pilotos largando com pneus macios, enquanto Yuki Tsunoda partiu do pit lane com médios. O uso predominante foi do composto médio durante a fase intermediária da corrida, com retorno aos macios na parte final. Um Safety Car nas últimas voltas levou todos os competidores a realizarem uma parada adicional. A Red Bull fez quatro pit stops, contra três da maioria das equipes. Max Verstappen foi o único a utilizar pneus duros, em seu stint final.
O GP da Espanha chega à sua 56ª edição no Mundial de Fórmula 1. Desde 1951, a corrida já passou por cinco circuitos diferentes: Pedralbes, Montjuïc, Jerez de la Frontera, Jarama e Barcelona. Michael Schumacher e Lewis Hamilton lideram o histórico de vitórias, com seis cada, seguidos por Max Verstappen, com quatro. Entre as construtoras, a Ferrari soma 12 triunfos, enquanto a McLaren aparece com nove.
A etapa de Barcelona, portanto, reforça sua relevância histórica e técnica no calendário da Fórmula 1, sendo palco de estratégias decisivas e de importantes avanços no desenvolvimento dos carros e pneus.