A Ferrari encerrou a sexta-feira como a equipe mais rápida do Grande Prêmio da Hungria de Fórmula 1, liderando as duas sessões de treinos livres no Hungaroring. Charles Leclerc foi o mais veloz no primeiro treino, enquanto Lewis Hamilton terminou o segundo na primeira posição. Além de comandar a tabela de tempos, a equipe italiana apresentou o melhor desempenho tanto com os pneus Macios quanto com os Médios, em um dia marcado pela análise do comportamento dos compostos e pela busca da melhor estratégia para a corrida de domingo.
Leclerc e Hamilton lideram treinos enquanto estratégia de pneus permanece indefinida

“Teremos um panorama mais claro amanhã, depois que as equipes concluírem a análise dos dados de hoje, mas os indícios das duas horas iniciais de treinos livres sugerem que ainda há incerteza quanto ao número de paradas que provavelmente veremos na corrida de domingo. Seis equipes mantiveram dois jogos de pneus Duros, enquanto todas as outras já usaram pelo menos um, um sinal de que ainda não há uma visão unânime sobre a melhor forma de encarar o GP da Hungria”, afirma Simone Berra, chefe de Engenharia da Pirelli.
No primeiro treino livre, a maior parte dos pilotos iniciou os trabalhos utilizando pneus Médios (C4), enquanto apenas os carros da Cadillac e da Aston Martin optaram pelo composto Duro (C3). No encerramento da sessão, Leclerc registrou a melhor volta com pneus Macios (C5), em 1min19s075. O piloto da Ferrari também foi o mais rápido com os pneus Médios, marcando 1min20s287.
Na segunda sessão, Hamilton assumiu a liderança ao registrar 1min18s729 com pneus Macios, seguido por Leclerc e Lando Norris. O britânico também obteve o melhor tempo utilizando o composto Médio, com 1min19s585. Durante o início do treino, o foco das equipes esteve concentrado principalmente nos compostos Duros e Médios. Alex Albon completou 26 voltas com um jogo de pneus C3, enquanto George Russell e Valtteri Bottas fizeram 23 voltas cada com pneus C4. Entre os pilotos que utilizaram o composto Macio, Leclerc foi quem mais permaneceu na pista, completando 18 voltas.
“Considerando o maior nível de degradação observado durante a segunda sessão, quando os pilotos pressionaram mais forte, uma estratégia de duas paradas parece capaz de oferecer uma vantagem em relação a uma corrida de uma parada só. No entanto, a dificuldade de ultrapassagem no Hungaroring também precisa ser levada em conta, já que a posição na pista continua sendo um fator decisivo neste circuito”, explica Berra.
Ferrari lidera os treinos livres da Fórmula 1 na Hungria

O engenheiro também destacou que a aderência da pista permaneceu relativamente baixa durante o dia. Segundo ele, o composto Macio evidenciou melhor o potencial dos carros pela aderência mecânica nas primeiras voltas, enquanto o Médio apresentou sinais de granulação no pneu dianteiro esquerdo. Berra acrescentou que proteger o eixo traseiro e administrar a degradação dos pneus dianteiros continuará sendo um desafio, embora a tendência seja de evolução da pista ao longo do fim de semana. A diferença de desempenho entre os compostos Macio e Médio ficou em aproximadamente oito décimos de segundo, resultado compatível com as simulações realizadas antes do evento.
A sexta-feira também marcou a estreia do novo Safety Car oficial da FIA Fórmula 1, o Mercedes-AMG GT 63 PRO 4MATIC+, equipado com pneus P Zero R desenvolvidos especificamente para o modelo. Paralelamente, a programação das categorias de base definiu Kush Maini como pole position da Fórmula 2 e Tuukka Taponen como o mais rápido da Fórmula 3 para as corridas do fim de semana.






