A Jeep inicia uma nova etapa no Brasil com a chegada do Avenger, seu representante entre os B-SUVs, oferecido inicialmente nas versões Altitude, Longitude e Limited. A Altitude tem lote de lançamento por R$ 114.990, enquanto a Longitude custa R$ 135.990 e a Limited, R$ 145.990. Todas utilizam transmissão automática e o sistema híbrido-leve MHEV de 12V associado ao motor turbo T200. Com dimensões voltadas principalmente ao ambiente urbano, o modelo passa a ocupar uma nova posição dentro da gama da fabricante e amplia as alternativas para quem procura ingressar no universo Jeep.

SUV estreia em três versões com sistema híbrido-leve e transmissão automática

Texto e Foto: Sérgio Dias

O Avenger entra em um segmento no qual encontrará concorrentes como Volkswagen Tera, Nissan Kait, Chevrolet Sonic e Honda WR-V, modelos apontados pela própria Jeep em seu comparativo de mercado. A disputa ocorre justamente em uma faixa que ganhou novos produtos e diferentes propostas de motorização. Nesse cenário, a Jeep procura estabelecer diferenças por meio da adoção do sistema MHEV em todas as versões, além de recursos ligados à segurança, conectividade e capacidade para enfrentar diferentes condições de piso. Como o Avenger está iniciando sua trajetória comercial no país, ainda será necessário acompanhar os próximos meses para compreender seu desempenho nos emplacamentos diante desses concorrentes.

As diferenças entre as três versões permitem entender a estratégia da linha. A Altitude já oferece seis airbags, central multimídia de 10 polegadas, quadro digital de 7 polegadas, frenagem automática de emergência, assistente de permanência em faixa, Selec-Terrain e controle de descida. A Longitude acrescenta rodas de 17 polegadas, piloto automático adaptativo, câmera de ré, chave presencial e carregamento de celular por indução, além de pacotes opcionais. A Limited amplia o conteúdo com rodas de 18 polegadas, painel digital de 10,25 polegadas, câmera 360 graus, faróis Matrix, monitoramento de pontos cegos, ADAS nível 2 com centralizador de faixa e Jeep Adventure Intelligence com inteligência artificial embarcada.

Participei da apresentação do Avenger realizada pela Jeep na cidade de São Paulo, oportunidade que permitiu um primeiro contato com o modelo antes de conduzi-lo. Portanto, esta não é uma avaliação dinâmica. Prefiro separar as duas experiências: agora posso analisar proposta, dimensões, equipamentos, acabamento e soluções tecnológicas; quando tiver o Avenger para dirigir, pretendo verificar como essas características se traduzem no trânsito, na estrada e nas situações em que normalmente avalio um veículo. Em breve, vou contar com mais propriedade como é dirigir o novo integrante da linha Jeep.

Nesse primeiro contato, uma característica ajuda a explicar o posicionamento do Avenger: ele foi concebido para conciliar dimensões compatíveis com a rotina das cidades com elementos associados à identidade da marca. O porta-malas oferece até 364 litros e os compartimentos distribuídos pela cabine somam até 28 litros. Ao mesmo tempo, a altura livre do solo chega a 221 mm, o ângulo de entrada é de 22 graus e o de saída alcança 33,9 graus. As três versões ainda contam com Selec-Terrain, com modos Normal, Sport e All Terrain, além do Hill Descent Control.

Avenger abre uma nova porta de entrada para a Jeep no Brasil

Texto e Foto: Sérgio Dias

O sistema MHEV de 12V também será um dos pontos que pretendo observar quando chegar o momento da avaliação. O motor elétrico multifuncional auxilia o T200 e também participa da geração de energia para o sistema elétrico do veículo. Um gerenciamento eletrônico administra essa atuação com o objetivo de reduzir consumo e emissões e auxiliar nas acelerações. No contato estático, é possível compreender a arquitetura; ao volante, será necessário verificar como a assistência elétrica interfere nas saídas, retomadas e no funcionamento da transmissão automática durante o uso cotidiano.

Tecnologia é outro componente da estratégia do Avenger. Todas as versões possuem central multimídia de 10 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem fio. Na Limited, painel e multimídia somam mais de 20 polegadas de telas. A plataforma Jeep Adventure Intelligence acrescenta serviços conectados e, conforme a configuração, inteligência artificial embarcada capaz de interagir com funções como navegação, climatização e mídia. A segurança inclui seis airbags em toda a gama, enquanto os recursos de assistência evoluem conforme a versão até chegar ao ADAS nível 2 da Limited.

A proposta visual também mantém elementos utilizados pela Jeep em outros modelos, como as sete fendas, aqui iluminadas na versão Limited, caixas de rodas trapezoidais e referências à história da marca espalhadas pelo veículo. A gama utiliza rodas de 16, 17 ou 18 polegadas, dependendo da configuração, e oferece seis opções de cores. Por dentro, a organização horizontal do painel, o console central e os porta-objetos procuram aproveitar o espaço disponível em uma carroceria pensada para ocupar uma posição abaixo dos SUVs de maior porte da fabricante.

Depois desse primeiro encontro, três pontos considero positivos no Jeep Avenger: a oferta do sistema híbrido-leve em todas as versões, o conteúdo de segurança disponível desde a Altitude e a combinação de dimensões urbanas com recursos como Selec-Terrain e controle de descida. O aspecto que ainda precisa ser melhor analisado não é uma deficiência que eu possa apontar sem dirigir o carro, mas justamente seu comportamento dinâmico. Quero entender como o T200 trabalha com a assistência elétrica, como a suspensão responde às ruas brasileiras e qual é o consumo em condições reais. Essa resposta ficará para a avaliação. E é justamente ao volante que pretendo descobrir até onde vai a proposta do Avenger como nova porta de entrada para a Jeep no Brasil.