A União Europeia passou a exigir novas obrigações de veículos comerciais leves utilizados no transporte internacional e em operações de cabotagem. As regras alcançam unidades com peso bruto superior a 2,5 toneladas e até 3,5 toneladas, aproximando sua fiscalização daquela aplicada aos caminhões.

Vans internacionais passam a cumprir jornada, descanso e utilização de tacógrafo

Foto: Pexels-Jan van der Wolf

Os motoristas precisam cumprir períodos de direção e descanso definidos pelo bloco. A medida procura reduzir jornadas prolongadas, aumentar a segurança e estabelecer condições semelhantes entre transportadoras. Empresas que utilizam vans em rotas internacionais precisam reorganizar escalas, prazos e quantidade de profissionais disponíveis.

Os veículos também passam a utilizar tacógrafos inteligentes para registrar deslocamento, velocidade, fronteiras e tempo de trabalho. A instalação acrescenta custos e exige treinamento, mas permite que autoridades acompanhem o cumprimento das regras sem depender apenas de documentos preenchidos manualmente pelo condutor.

A cabotagem ocorre quando uma transportadora de outro país realiza entregas internas depois de entrar no território. As normas limitam essa atividade para impedir que empresas operem permanentemente fora de sua origem utilizando custos e condições trabalhistas diferentes daqueles encontrados no mercado atendido.

O impacto alcança entregas expressas, comércio eletrônico, peças automotivas e cargas que utilizam vans em razão da flexibilidade. Prazos anteriormente calculados somente por distância precisam considerar as pausas obrigatórias e a disponibilidade de locais adequados para descanso ao longo da rota.

Europa estende regras aos veículos comerciais leves

Pequenas empresas podem sentir proporcionalmente mais os custos porque possuem menos veículos e motoristas para alternar. Em contrapartida, a padronização procura evitar concorrência baseada em jornadas incompatíveis com a segurança. Fiscalização coordenada será necessária para impedir diferenças de aplicação entre os países.

O Brasil possui regras próprias para jornada de motoristas e transporte rodoviário. A experiência europeia mostra que veículos abaixo da categoria tradicional de caminhões também podem realizar operações extensas. Peso reduzido não elimina riscos relacionados a fadiga, manutenção e pressão por prazos.

A extensão das normas modifica o papel das vans dentro da logística internacional. Empresas precisarão combinar capacidade de carga, tempo de viagem e conformidade trabalhista. O resultado dependerá da fiscalização e da capacidade de adaptar operações sem apenas transferir custos ou atrasos ao cliente.