O governo federal elevou neste sábado, 1º de agosto de 2026, de 30% para 32% o teor obrigatório de etanol anidro misturado à gasolina comum comercializada no Brasil. A medida terá vigência inicial de 180 dias e alcança a cadeia formada por produtores, distribuidoras, transportadores, postos de combustíveis, fabricantes de veículos e consumidores.

Nova composição entra em vigor neste sábado e terá duração inicial de 180 dias

Pexels Gustavo Fring

A mudança coloca a composição do combustível entre os principais assuntos automotivos do fim de semana. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis informou que o percentual poderá ser mantido por outro período equivalente, conforme a avaliação dos resultados e as decisões posteriores dos órgãos responsáveis.

A nova regra também esclarece que a margem de um ponto percentual prevista para os processos de medição possui caráter operacional e metrológico. Isso significa que a tolerância existe para acomodar variações relacionadas à mistura, ao transporte, à amostragem e à análise, sem autorizar a comercialização deliberada de gasolina com 34% de etanol.

A alteração alcança principalmente a gasolina comum utilizada pela frota nacional. Os veículos flex possuem sistemas eletrônicos capazes de ajustar o funcionamento do motor conforme a proporção de gasolina e etanol identificada durante o abastecimento.

Nos automóveis movidos apenas a gasolina, a compatibilidade depende das especificações adotadas pelos fabricantes e dos testes realizados para a definição da nova mistura. O governo informou que a elevação foi precedida por avaliações técnicas relacionadas ao funcionamento e à durabilidade.

Gasolina passa a ter 32% de etanol em todo o Brasil

Pexels Gustavo Fring

O consumidor não precisa realizar qualquer procedimento no veículo antes de abastecer. A adaptação da composição acontece na cadeia de distribuição, antes de o combustível chegar ao tanque dos postos.

O efeito sobre consumo e desempenho pode variar conforme modelo, motor, manutenção, condições de trânsito e forma de condução. Uma proporção maior de etanol modifica algumas características energéticas da gasolina, mas o resultado percebido pelo motorista depende do conjunto do veículo.

A nova mistura também amplia a participação do biocombustível produzido no país. O etanol anidro é adicionado à gasolina antes da distribuição e não corresponde ao etanol hidratado vendido separadamente nas bombas.

Durante os próximos meses, fabricantes, oficinas, órgãos reguladores e consumidores deverão acompanhar os efeitos da E32 sobre consumo, emissões, abastecimento e comportamento da frota brasileira.