A JCB estabeleceu um recorde mundial de velocidade terrestre para veículo movido a hidrogênio, ao alcançar média de 653,9 km/h em duas passagens nas salinas de Bonneville, nos Estados Unidos. O resultado ainda depende da ratificação da comissão responsável da FIA.
Projeto da JCB testa limites de motores a combustão com combustível alternativo

O veículo Hydromax utilizou dois motores baseados em unidades de produção da fabricante britânica, adaptados para queima de hidrogênio. O projeto envolveu também Prodrive, Ricardo e Xtrac e recebeu investimento associado ao programa de motores a hidrogênio que a JCB desenvolve para diferentes aplicações industriais e móveis.
O recorde não significa que automóveis de uso cotidiano adotarão a mesma configuração. A demonstração funciona como laboratório de engenharia para combustão, alimentação, refrigeração, materiais e controle em condições extremas, permitindo testar limites que dificilmente seriam encontrados durante a operação normal de veículos comerciais ou máquinas.
O hidrogênio pode ser utilizado de maneiras diferentes na mobilidade. Células de combustível produzem eletricidade a bordo, enquanto motores de combustão queimam o gás diretamente. Cada solução possui necessidades próprias de armazenamento, abastecimento, eficiência e infraestrutura, fatores que determinam quais aplicações podem justificar seu uso.
A JCB direciona parte de seus investimentos aos motores de combustão de hidrogênio porque suas máquinas trabalham em operações nas quais baterias podem enfrentar limitações de peso, autonomia ou tempo de recarga. A empresa procura manter características de abastecimento próximas das encontradas em equipamentos movidos a diesel.
Hidrogênio leva veículo a 653,9 km/h em novo recorde
O projeto de velocidade também compara a tecnologia com marcas históricas registradas pela indústria. O resultado superou o recorde anterior de combustão a hidrogênio homologado pela FIA, estabelecido em 2004, e ultrapassou ainda a referência de velocidade alcançada por um veículo equipado com célula de combustível.
Para a indústria automobilística, experiências desse tipo ajudam a ampliar conhecimento sobre alternativas energéticas, mas não eliminam questões relacionadas à origem do hidrogênio. O impacto ambiental depende de como o combustível é produzido, comprimido, transportado e disponibilizado para os veículos ou máquinas que irão utilizá-lo.
O Hydromax demonstra que motores a hidrogênio continuam presentes na pesquisa industrial ao lado de baterias, híbridos e células de combustível. A relevância comercial dependerá menos da velocidade alcançada e mais da capacidade de oferecer custo, infraestrutura e redução de emissões compatíveis com cada aplicação.






