A XCMG fornecerá 251 caminhões elétricos para uma operação brasileira por meio de um contrato estimado em R$ 500 milhões. O negócio coloca mineração, logística e transporte de carga no centro da eletrificação, após uma fase nacional marcada principalmente por demonstrações e projetos formados por poucas unidades.
Contrato com 251 unidades leva eletrificação para operações de carga intensiva

Os veículos deverão trabalhar em rotas nas quais distância, carga e pontos de recarga podem ser planejados. Esse ambiente permite acompanhar consumo de energia, disponibilidade, tempo de carregamento e produtividade, oferecendo dados para comparar o desempenho dos caminhões elétricos com o de equipamentos movidos a diesel.
Uma frota com 251 unidades exige uma estrutura diferente daquela utilizada em testes individuais. Potência contratada, carregadores, subestações, áreas de estacionamento e programação dos turnos precisam funcionar como partes da operação, pois a falta de energia em determinado período pode imobilizar vários veículos simultaneamente.
O custo de aquisição representa apenas uma parte da análise. Empresas também precisam calcular consumo, manutenção, pneus, disponibilidade e vida útil das baterias. O resultado econômico dependerá das horas trabalhadas, do perfil das rotas e da capacidade de evitar períodos sem produção durante as recargas.
Caminhões utilizados em áreas delimitadas oferecem condições para a eletrificação porque percorrem caminhos conhecidos e retornam regularmente à base. Mineração, portos, fábricas e centros logísticos permitem instalar carregadores em pontos definidos, além de organizar a utilização conforme a autonomia disponível em cada jornada.
Caminhões elétricos começam a ganhar escala no Brasil
O peso das baterias interfere na capacidade transportada e precisa ser considerado ao lado da potência e do torque. Em determinadas operações, a recuperação de energia durante descidas pode reduzir o consumo e o desgaste dos freios, mas o benefício depende da topografia, do carregamento e da programação eletrônica.
O contrato poderá criar demanda por formação de técnicos, estoque de componentes e procedimentos para sistemas de alta tensão. Oficinas responsáveis pelos veículos precisarão de ferramentas, áreas isoladas e protocolos de desenergização, enquanto equipes de resgate deverão conhecer os riscos associados às baterias após colisões.
A experiência brasileira mostrará se a eletrificação alcança os índices previstos em utilização intensiva. Mais do que o número de caminhões, o resultado dependerá da integração entre veículos, energia, manutenção e operação, estabelecendo referências para outras empresas que avaliam substituir parte de suas frotas a diesel.







