A Green and Smart Mobility (GSM) planeja ampliar sua operação de táxis elétricos para Estados Unidos, Suécia e Países Baixos até o final de 2026. A empresa vietnamita utiliza somente veículos da VinFast e procura adaptar seu modelo antes de chegar a outros mercados e preparar uma oferta de ações.
Operadora ligada à VinFast combina veículos próprios e motoristas contratados

A GSM iniciou atividades em 2023 com automóveis próprios e motoristas contratados. Essa configuração oferece controle sobre veículos, manutenção, recarga e atendimento, mas exige recursos para adquirir a frota e manter equipes. Plataformas como Uber e Grab utilizam principalmente automóveis pertencentes aos próprios condutores.
A empresa pretende combinar os dois formatos para reduzir custos e acelerar a expansão. Motoristas independentes poderão trabalhar com veículos próprios ou contratos diferentes daqueles utilizados na estrutura original. A mudança altera responsabilidades sobre seguro, manutenção, recarga, depreciação e disponibilidade dos automóveis.
A GSM possui ligação societária com o fundador da VinFast e ajuda a formar demanda para a fabricante. A operadora planeja adquirir um milhão de veículos entre 2026 e 2030. Essa relação exige análise porque parte das entregas ocorre entre empresas vinculadas ao mesmo grupo econômico.
A expansão internacional dependerá das regras para transporte remunerado e trabalho por aplicativos. Cada país estabelece exigências sobre licenças, tarifas, vínculo dos motoristas, proteção de dados e seguros. Veículos elétricos acrescentam questões relacionadas aos pontos de recarga e ao tempo parado durante a operação.
Frota elétrica própria define estratégia internacional da GSM
Frotas de táxi possuem condições adequadas para medir custo total. Quilometragem diária, consumo, manutenção e valor residual podem ser comparados durante períodos definidos. Entretanto, recargas frequentes e utilização contínua exigem acompanhamento da bateria e planejamento para evitar redução da disponibilidade operacional.
No Brasil, táxis elétricos e serviços por aplicativo encontram condições diferentes conforme a cidade. Pontos de recarga, tarifa de energia, incentivos municipais e distância percorrida interferem na viabilidade. Operadores precisam comparar aquisição, financiamento, manutenção e receita durante todo o contrato do veículo.
O modelo da GSM mostrará se possuir parte da frota cria controle suficiente para compensar os custos de capital. A experiência também permitirá acompanhar como veículos elétricos intensamente utilizados chegam ao mercado de usados depois de acumularem quilometragem, recargas e histórico de operação comercial.






