A HEVO recebeu nos Estados Unidos uma patente para gerenciamento em rede de pontos de recarga sem fio. O sistema combina transferência de energia, conectividade e software para selecionar estações, programar reservas e controlar sessões utilizadas por automóveis, veículos comerciais e frotas durante suas operações.

Sistema da HEVO coordena escolha de estações, pagamento e segurança

Foto: Pexels-David Underland

A recarga sem fio utiliza bobinas instaladas no solo e no veículo para transferir energia por indução. O automóvel precisa ser posicionado sobre o equipamento. Sensores e comunicação verificam alinhamento, compatibilidade e presença de objetos antes que o fornecimento seja autorizado.

A patente amplia o foco do equipamento físico para a administração da rede. Um servidor pode indicar pontos disponíveis, organizar filas e registrar pagamentos. Frotas podem distribuir veículos entre estações conforme rota, nível de bateria e horário previsto para retorno à operação.

Reservar uma estação reduz a possibilidade de o veículo chegar e encontrar o equipamento ocupado. Entretanto, atrasos, falhas e mudanças de rota precisam ser administrados para evitar capacidade parada. O sistema deve atualizar informações e redistribuir horários conforme a operação real.

A segurança envolve pessoas, animais, objetos metálicos e equipamentos médicos. O carregador precisa interromper a transferência diante de uma condição inadequada. Comunicação entre solo e veículo também deve impedir que uma unidade incompatível receba energia ou que terceiros alterem remotamente os parâmetros.

Patente conecta recarga sem fio a reservas e gestão de frotas

A eficiência depende da distância e do alinhamento entre as bobinas. Perdas durante a transferência aumentam o consumo e o calor. A conveniência precisa ser comparada com carregadores por cabo, que possuem instalação, manutenção e compatibilidade diferentes conforme potência e padrão adotado.

No Brasil, recarga sem fio poderia atender táxis, ônibus, veículos de serviço e estacionamentos onde a operação se repete. A implantação dependeria de homologação elétrica, interoperabilidade e custo. Sistemas proprietários podem limitar a utilização quando frotas combinam veículos produzidos por fabricantes diferentes.

A patente mostra que infraestrutura de recarga passa a incluir energia e administração digital. Disponibilidade, reserva, cobrança e segurança precisam funcionar conjuntamente. O resultado comercial dependerá de padrões capazes de conectar veículos, operadores e estações sem criar redes incompatíveis entre si.