A Toyota apresentou o Century em 1967 para marcar os cem anos do nascimento de Sakichi Toyoda, fundador do grupo industrial que originou a fabricante. O modelo foi desenvolvido para o mercado japonês e passou a atender autoridades, executivos e clientes transportados principalmente no banco traseiro.

Modelo criado em 1967 atende transporte executivo e permanece fora do Brasil

Foto: Divulgação

A primeira geração permaneceu em produção durante três décadas, recebendo atualizações sem mudanças completas de plataforma. Essa continuidade refletia uma proposta diferente da renovação frequente. Materiais, montagem e manutenção da aparência institucional participavam da identidade utilizada pela Toyota para o modelo.

A segunda geração chegou em 1997 e adotou motor V12, configuração que não foi utilizada em outros automóveis de produção da marca. Algumas unidades foram exportadas para atividades institucionais, mas o Century permaneceu concentrado no Japão, sem distribuição regular em mercados como o brasileiro.

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A terceira geração foi apresentada em 2018 e substituiu o V12 por um sistema híbrido com motor V8. A mudança combinou funcionamento elétrico em determinadas condições com características exigidas no transporte executivo, incluindo controle de ruído e entrega de potência durante os deslocamentos.

Em 2023, a Toyota ampliou o nome Century para um veículo de carroceria elevada, desenvolvido para passageiros transportados no banco traseiro. Essa configuração utiliza sistema híbrido plug-in e tração integral. O sedã e o novo modelo atendem necessidades diferentes dentro da mesma denominação.

Toyota Century ocupa posição acima da Lexus no mercado japonês

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O Century ocupa uma posição institucionalmente superior à Lexus dentro da organização atual da Toyota. Enquanto a Lexus possui distribuição internacional, o Century utiliza volume limitado, atendimento selecionado e produção ligada ao Japão. A diferença mostra como marca e disponibilidade podem ser organizadas separadamente.

A Toyota comercializa automóveis e utilitários no Brasil, mas não oferece o Century oficialmente. Importar uma unidade de maneira independente envolveria homologação, peças, diagnóstico e assistência sem a estrutura desenvolvida para o modelo em seu país de origem.

A história do Century demonstra como um fabricante global mantém um veículo relacionado ao mercado doméstico e à cultura de utilização local. Seu desenvolvimento prioriza passageiros traseiros, continuidade e produção limitada, características diferentes das adotadas nos veículos Toyota distribuídos em maior escala.