A Volvo Cars desenvolveu o EX60 para alcançar até 810 km de autonomia combinada por meio da integração entre bateria, motores, aerodinâmica, climatização, software e arquitetura elétrica de 800 V. A marca distribuiu essas tecnologias entre três versões, com diferentes capacidades, potências e configurações de tração.
Software adapta bateria e climatização aos padrões de uso do motorista

“O EX60 foi projetado para representar uma mudança de paradigma”, afirma Anders Bell, diretor de Tecnologia da Volvo Cars. Segundo o executivo, a arquitetura elétrica foi criada para responder às preocupações dos consumidores em relação à autonomia e ao tempo necessário para recuperar a carga.
O EX60 P6 Electric oferece até 611 km de alcance, consumo de 14,9 kWh a cada 100 km e potência de 374 cv. Essa versão utiliza uma bateria com 168 células prismáticas de íons de lítio e peso total de 333 kg.
A configuração P10 AWD Electric acrescenta um segundo motor, tração integral e bateria de 95 kWh. O conjunto entrega 510 cv, torque de 710 Nm e autonomia combinada de até 660 km.
No topo da linha, o EX60 P12 AWD Electric utiliza dois motores e bateria de 117 kWh. A versão alcança até 810 km, desenvolve 680 cv e entrega 790 Nm. A aceleração de zero a 100 km/h ocorre em 3,9 segundos.
Volvo EX60 combina bateria e eficiência para rodar 810 quilômetros

Algoritmos baseados em aprendizado de máquina analisam os padrões de condução e recarga. O sistema ajusta a gestão da bateria e o pré-condicionamento da climatização conforme o uso, com o objetivo de aproveitar a energia disponível em cada deslocamento.
A carroceria também participa desse processo. A dianteira baixa e o teto inclinado orientam o fluxo de ar, enquanto portas sem moldura, vidros nivelados e defletores nas rodas dianteiras reduzem turbulências. A parte inferior plana e o desenho da traseira ajudam a diminuir a resistência aerodinâmica.
As maçanetas elétricas ficam próximas às molduras das janelas e adotam formato de barbatana. Grades ativas fecham quando o veículo não precisa de refrigeração, enquanto os retrovisores utilizam um desenho voltado ao fluxo de ar.
A bomba de calor aproveita a energia residual da bateria e das unidades de propulsão, além do calor disponível no ambiente, para aquecer a cabine. O equipamento também contribui para preparar a bateria antes da recarga e reduzir o consumo da climatização em temperaturas baixas.
A bateria utiliza níquel, manganês e cobalto no material do cátodo e grafite no ânodo. A unidade de controle do veículo concentra a administração da propulsão, do sistema térmico, da climatização, da conectividade e dos recursos de assistência ao motorista.
O inversor de carbeto de silício transforma a energia destinada aos motores e permite recuperá-la durante as frenagens. Outro componente gerencia a distribuição elétrica e viabiliza a carga bidirecional. A função V2L permite alimentar iluminação, sistemas de aquecimento, bicicletas elétricas e outros equipamentos.
A arquitetura de 800 V oferece recarga em corrente contínua. O software da Volvo pode reduzir em até 15% o tempo necessário para elevar a bateria de 10% a 80%, principalmente em condições de frio.
“Com este veículo, eliminamos os últimos obstáculos para a eletrificação”, afirma Håkan Samuelsson, CEO da Volvo Cars. O executivo relaciona o EX60 à adoção de fundição de peças estruturais em grandes dimensões, bateria integrada à carroceria e processamento centralizado.







