O Renault Group reuniu sob a denominação renative mais de duas mil referências ligadas à economia circular no pós-venda. A oferta inclui peças remanufaturadas, baterias recondicionadas, componentes eletrônicos reparados, óleos rerrefinados e acessórios produzidos com materiais reciclados para diferentes veículos do grupo.
Renault reúne baterias, eletrônica, óleos e componentes recuperados no pós-venda

A remanufatura não corresponde apenas à limpeza de uma peça usada. O componente é desmontado, inspecionado, recebe substituições e passa por testes antes de retornar ao mercado. Procedimentos, limites e garantia precisam ser definidos para que o produto possa substituir uma unidade nova.
A linha passou a incluir motores elétricos e eletrônica de potência destinados a Scenic E-Tech, Megane E-Tech e Master E-Tech. Esses componentes possuem materiais e processos diferentes daqueles utilizados em motores a combustão, exigindo diagnóstico elétrico, controle de isolamento e equipamentos específicos.
Baterias de tração também podem passar por recondicionamento conforme o defeito e a arquitetura. Reparar módulos ou elementos auxiliares reduz o custo diante da substituição integral. A disponibilidade dessa alternativa ganha importância quando os veículos envelhecem e deixam o período de garantia original.
A oferta inclui óleos produzidos com bases rerrefinadas para veículos a combustão e híbridos. O processo recupera óleo lubrificante usado e devolve matéria-prima ao ciclo produtivo. Segundo o grupo, a linha cobre os modelos europeus dessas categorias sem interromper a garantia do fabricante.
Peças remanufaturadas chegam aos motores de carros elétricos
Tapetes e acessórios incorporam materiais reciclados em proporções definidas conforme o produto. Embora representem itens diferentes dos componentes mecânicos, ajudam a utilizar resíduos em aplicações com requisitos conhecidos. A rastreabilidade precisa indicar origem, composição e possibilidade de reciclagem posterior.
A economia circular também atende a preparação de veículos usados. Peças remanufaturadas podem reduzir o custo de recuperar unidades antes da revenda, mas exigem informação ao comprador. Garantia, procedência e identificação evitam que componentes industriais sejam confundidos com peças retiradas sem processo controlado.
Para o mercado brasileiro, a iniciativa mostra como o pós-venda pode acompanhar a eletrificação. Oficinas precisarão reparar eletrônica, motores e baterias em vez de substituir conjuntos completos. A viabilidade dependerá de escala, logística reversa e acesso às informações necessárias para executar cada intervenção.







