A Rivian trabalha para cumprir uma etapa de desenvolvimento autônomo que poderá liberar US$ 250 milhões da Uber, equivalentes a aproximadamente R$ 1,44 bilhão. As empresas planejam utilizar veículos R2 como robotáxis a partir de 2028, inicialmente em cidades selecionadas dos Estados Unidos.

Parceria prevê robotáxis baseados no R2 e operação inicial em cidades selecionadas

Foto: Rivian-Divulgação

O acordo prevê até US$ 1,25 bilhão, cerca de R$ 7,2 bilhões, vinculados a metas técnicas e operacionais ao longo dos próximos anos. Esse formato reduz o risco inicial da Uber e obriga a Rivian a demonstrar resultados antes de receber cada parcela do financiamento previsto.

O R2 foi desenvolvido como um utilitário elétrico de menor porte e custo do que os primeiros veículos da fabricante. Transformá-lo em robotáxi exige sensores, processamento, redundância elétrica e sistemas capazes de conduzir sem supervisão contínua dentro das áreas autorizadas para o serviço.

A Uber não precisa fabricar seus próprios automóveis para participar da condução autônoma. Sua plataforma reúne passageiros, pagamentos e dados de deslocamento, enquanto fabricantes e empresas de tecnologia fornecem veículos. Essa divisão permite testar diferentes parceiros sem depender de uma única arquitetura.

Para a Rivian, a operação amplia o volume potencial além das vendas particulares. Robotáxis percorrem distâncias maiores e geram informações sobre durabilidade, consumo e falhas. Entretanto, essa utilização acelera o desgaste e exige manutenção planejada para evitar que a indisponibilidade comprometa a oferta de viagens.

Uber condiciona recursos à evolução do carro autônomo da Rivian

A autonomia também precisa lidar com responsabilidade em acidentes, atendimento remoto e limpeza dos veículos. Um motorista executa tarefas que não pertencem diretamente à condução, como verificar o interior e orientar passageiros. Serviços sem condutor terão equipes e processos específicos para essas situações.

O modelo poderá influenciar outros mercados quando a tecnologia alcançar escala. No Brasil, regulamentação, sinalização, conectividade e segurança pública criam condições distintas. Aplicações delimitadas em aeroportos, condomínios, fábricas e centros empresariais podem surgir antes de robotáxis livres em grandes áreas urbanas.

A parceria demonstra que a corrida autônoma reúne fabricantes, plataformas digitais e investidores em contratos baseados em metas. O lançamento previsto dependerá menos do anúncio e mais da capacidade de validar segurança, reduzir custos e manter uma frota disponível durante milhares de viagens diárias.