A Avallon Blindagens esclarece os principais mitos relacionados à blindagem automotiva e explica como fatores como peso, dirigibilidade, vidros, estrutura e materiais influenciam a segurança dos veículos. Segundo a empresa, muitas dúvidas surgem a partir de conceitos difundidos por filmes e informações imprecisas, criando interpretações que não correspondem ao funcionamento técnico de um automóvel blindado.

Mitos são confrontados com informações técnicas do setor

Divulgação Avallon Blindagens

“O objetivo não é manter o vidro intacto, mas garantir que quem está dentro do veículo não seja atingido”, explica Fábio Raymundo, gerente de pós-vendas da Avallon Blindagens, ao abordar uma das dúvidas mais frequentes entre consumidores: a resistência dos vidros blindados. Com 25 anos de experiência no setor, o especialista ressalta que o vidro é projetado para absorver a energia do impacto, o que provoca marcas e trincas visíveis sem comprometer sua função de proteção.

Raymundo explica que, além dos impactos de projéteis, os vidros blindados também podem apresentar trincas decorrentes de fatores externos, como mudanças bruscas de temperatura. Situações como jogar água fria sobre um para-brisa aquecido pelo sol ou a variação entre dias quentes e noites frias podem favorecer esse tipo de ocorrência. Também há casos em que pequenas pedras atingem o vidro sem que o motorista perceba, fazendo com que a trinca apareça somente algum tempo depois.

Outro tema recorrente diz respeito ao peso adicional da blindagem. De acordo com o especialista, a evolução dos materiais e da engenharia reduziu significativamente esse impacto. Ele afirma que a segurança não depende da quantidade de material utilizada, mas da qualidade do projeto, dos processos de fabricação e das certificações obtidas pela blindadora.

Como referência, Raymundo compara o peso adicional ao transporte de aproximadamente três adultos dentro do veículo, o equivalente a cerca de 180 a 240 quilos, dependendo do modelo e dos equipamentos instalados. Segundo ele, em projetos desenvolvidos com materiais e soluções adequadas, esse acréscimo não compromete o comportamento dinâmico do automóvel.

O que muda na blindagem automotiva além da proteção

Divulgação Avallon Blindagens

Em relação à dirigibilidade, o especialista destaca que a principal diferença percebida pelo motorista está na frenagem. A distância necessária para a parada completa aumenta de forma moderada em razão do peso adicional, exigindo apenas um período de adaptação durante a condução.

Outro ponto frequentemente questionado é a estabilidade. Raymundo explica que materiais como o polietileno passaram a substituir componentes metálicos em partes superiores da blindagem, reduzindo o impacto sobre o centro de gravidade. Segundo ele, testes realizados durante processos de certificação demonstraram desempenho semelhante ao do veículo original em frenagens e comportamento em curvas.

Sobre a estrutura do automóvel, o gerente afirma que projetos certificados preservam as características construtivas do veículo, evitando intervenções desnecessárias na carroceria. Ele também alerta que a escolha dos materiais, isoladamente, não garante a eficiência da blindagem. Para Raymundo, a qualidade da instalação, os processos produtivos, os testes balísticos e as certificações são fatores determinantes para o desempenho do conjunto e devem ser considerados na escolha de uma empresa especializada.