A Leapmotor apresentou duas tecnologias destinadas aos modelos que começará a revelar em 2027. Durante o Leapmotor Tech Day, realizado na unidade Hu Zhou Battery, em Hangzhou, na China, a fabricante mostrou a arquitetura LEAP 5.0 e a bateria CTC 3.0, capaz de eliminar o sistema auxiliar de 12 volts.
Tecnologia substituirá a bateria auxiliar usada nos automóveis há décadas

A bateria Cell-to-Chassis 3.0 combina funções de alta e baixa tensão nas mesmas células e módulos. A solução compartilha gerenciamento térmico e distribuição de energia, dispensando os conjuntos separados utilizados atualmente para alimentar o sistema de tração e os componentes elétricos do veículo.
Nos automóveis, a bateria de 12 volts fornece energia para iluminação, climatização, telas, sistemas de segurança, airbags e limpa-para-brisa. Nos modelos com motor a combustão, também aciona o motor de partida. Mesmo os veículos elétricos mantiveram esse componente para atender circuitos e equipamentos de baixa tensão.
A Leapmotor informa que a nova geração aumentou em sete vezes a capacidade de funcionamento em baixa tensão na comparação com o sistema anterior. Com isso, a bateria principal passa a fornecer a energia equivalente à produzida pelo componente auxiliar de 12 volts, que deixa de ser necessário.
Segundo a fabricante, os primeiros modelos equipados com o sistema serão os primeiros veículos de produção em mais de 70 anos a dispensar uma bateria auxiliar de chumbo-ácido. A empresa não informou quais automóveis receberão a tecnologia nem a data de início da produção.
Leapmotor elimina bateria de 12 volts com sistema CTC 3.0
A aplicação em escala também poderá reduzir o descarte de baterias de chumbo-ácido. A Leapmotor estima que a tecnologia tem potencial para eliminar dezenas de milhões desses componentes anualmente. A companhia também prevê retirar do ciclo de manutenção a substituição periódica da bateria auxiliar durante a vida útil do automóvel.
A integração Cell-to-Chassis elimina módulos independentes ao incorporar as células diretamente ao chassi. Esse arranjo modifica a distribuição dos componentes e procura reduzir a quantidade de peças, conexões e estruturas utilizadas no conjunto elétrico. O sistema integra as necessidades de propulsão e dos equipamentos da cabine.
A segunda tecnologia apresentada foi a Arquitetura de Espaço Móvel LEAP 5.0. A plataforma reúne os controles do veículo em uma unidade central e reorganiza climatização, propulsão, suspensão, piso e teto. O objetivo é ampliar o habitáculo sem depender do aumento das dimensões externas da carroceria.
A unidade integrada de ar-condicionado e o sistema de propulsão instalado na traseira aumentam em 19% o comprimento da cabine, segundo a Leapmotor. A configuração reduz em 18% a quantidade de peças e em 30% as tubulações. A fabricante atribui à plataforma eficiência espacial de 100%.
Os amortecedores passam a utilizar posição vertical e torres de alumínio, reduzindo a ocupação lateral da suspensão. A mudança amplia em 37,5% o espaço lateral para as pernas dos ocupantes da primeira fileira. A arquitetura também adota uma base em formato de skate, com piso plano e rebaixado.
A combinação do piso com o teto elevado aumenta em 63,7% a altura interna informada pela empresa. Dependendo da carroceria, a configuração permitirá que ocupantes permaneçam em pé dentro do veículo. A LEAP 5.0 foi projetada para diferentes produtos e sustentará a próxima geração da marca a partir de 2027.
Ao apresentar as duas soluções no mesmo evento, a Leapmotor relacionou aproveitamento do espaço e reorganização elétrica. A arquitetura interfere na disposição dos componentes, enquanto a bateria CTC 3.0 concentra alta e baixa tensão em um conjunto integrado ao chassi. Os primeiros veículos mostrarão como os conceitos serão aplicados à produção.






