A GWM completou um ano de produção em Iracemápolis, São Paulo, com mais de 15 mil veículos fabricados entre janeiro e agosto e previsão de chegar a 32 mil unidades até dezembro. A planta opera atualmente em três turnos, depois da abertura da terceira jornada em abril.

Fábrica completa um ano com três turnos e previsão de 32 mil veículos em 2026

Foto: GWM

O crescimento industrial acompanhou a expansão comercial da marca no Brasil. A GWM registrou aproximadamente 48 mil emplacamentos desde janeiro até a primeira quinzena de agosto, volume que já supera as 42,8 mil unidades comercializadas durante todo o ano de 2025.

A fábrica também ampliou seu quadro de trabalhadores. Em aproximadamente um ano, o número de funcionários passou de cerca de 600 para mais de 1,8 mil pessoas distribuídas entre soldagem de carrocerias, pintura, montagem final, inspeção e outras atividades necessárias para manter três turnos produtivos.

A capacidade instalada chega a 50 mil veículos por ano, segundo a empresa. Isso significa que a produção prevista para 2026 ainda ficará abaixo do limite disponível, permitindo aumentar volumes caso vendas internas, exportações ou novos programas industriais ampliem a demanda pela unidade paulista nos próximos anos.

A operação utiliza importação de componentes peça por peça, modelo semelhante ao escolhido por outras fabricantes chinesas que estruturam produção no Brasil. A estratégia permite iniciar a montagem local antes de alcançar níveis maiores de nacionalização, que dependem de volume, preços e homologação de fornecedores brasileiros.

GWM triplica empregos e acelera produção em Iracemápolis

O programa brasileiro da GWM integra um investimento planejado de R$ 10 bilhões ao longo de dez anos. Além da fábrica, os recursos precisam sustentar engenharia, desenvolvimento de fornecedores, rede de concessionárias e estrutura necessária para atender uma frota que aumenta conforme os emplacamentos avançam.

A expansão dos empregos mostra um dos efeitos diretos da produção local, mas o impacto industrial completo depende da origem das peças. Quanto maior a participação de componentes fabricados no País, maior tende a ser a distribuição do investimento por fornecedores, empresas logísticas e serviços ligados à cadeia.

O primeiro ano de Iracemápolis mostra que a presença chinesa no Brasil está avançando da importação para a manufatura. A próxima etapa será medir quanto dessa produção conseguirá incorporar fornecedores nacionais e se o crescimento comercial permitirá utilizar parcela maior da capacidade instalada da fábrica.