A ROHM desenvolveu uma geração de semicondutores de 650 volts destinada a compressores elétricos, aquecedores de alta tensão e inversores industriais. Os componentes IGBT procuram reduzir perdas durante a condução da energia e atender requisitos de resistência aplicados aos sistemas auxiliares dos veículos eletrificados.

Novos componentes atendem compressores, aquecedores e equipamentos industriais

Foto: Pexels-Freek Wolsink

Os IGBT funcionam como interruptores eletrônicos que controlam corrente e tensão. Eles aparecem em sistemas que precisam ligar, desligar ou modular energia com velocidade e precisão. Nos veículos, esse trabalho interfere no funcionamento do ar-condicionado, do aquecimento e de diferentes equipamentos acionados eletricamente.

A fabricante informa tensão de saturação de 1,55 volt e resistência a curtos-circuitos. Os componentes seguem o padrão AEC-Q101, utilizado para avaliar a confiabilidade de semicondutores automotivos. A certificação inclui ensaios relacionados à temperatura, umidade, ciclos térmicos e funcionamento durante a vida projetada.

Veículos elétricos adotam arquiteturas de tensão elevada para transmitir potência com menor corrente e reduzir perdas. Componentes de carbeto de silício ocupam aplicações de maior potência, como inversores de tração, enquanto os IGBT continuam presentes em equipamentos auxiliares que possuem outra relação entre custo, capacidade e eficiência.

O sistema de climatização influencia diretamente a autonomia porque retira energia da bateria. Em temperaturas altas ou baixas, compressor e aquecedor podem operar durante períodos prolongados. Reduzir perdas nos semicondutores ajuda a limitar o consumo, embora o resultado final dependa de todo o conjunto térmico.

Semicondutores reduzem perdas em sistemas auxiliares de elétricos

A eletrônica de potência também interfere na reparação dos veículos. Oficinas precisam de treinamento e ferramentas para trabalhar com circuitos de alta tensão. Procedimentos incorretos podem danificar módulos ou expor profissionais, tornando isolamento, diagnóstico e desenergização etapas necessárias antes de qualquer intervenção.

Para a indústria brasileira, semicondutores são componentes estratégicos porque atendem automóveis, caminhões, máquinas e equipamentos industriais. Dependência externa, prazos de fornecimento e homologação podem limitar a produção. O desenvolvimento de engenharia local ajuda a integrar componentes disponíveis às aplicações destinadas ao mercado nacional.

A evolução dos IGBT mostra que a eficiência dos veículos elétricos não depende somente da bateria ou do motor de tração. Compressores, aquecedores e conversores também consomem energia. Melhorias nesses sistemas podem ampliar a autonomia sem alterar a capacidade instalada do conjunto de baterias.