A Leoni transformou seu centro de industrialização em uma unidade voltada à colaboração entre engenharia, manufatura, fornecedores e clientes. A reorganização procura reduzir a distância entre o desenvolvimento dos sistemas elétricos e os processos necessários para produzir componentes em escala para diferentes plataformas automotivas.

Fornecedor de sistemas elétricos reúne áreas antes separadas no desenvolvimento

Foto: Leoni

Chicotes elétricos conectam sensores, unidades de controle, iluminação, propulsão e equipamentos internos. O aumento das funções eletrônicas acrescenta circuitos, dados e requisitos de proteção, enquanto fabricantes procuram limitar peso, volume e complexidade dentro de espaços já ocupados por outras partes do veículo.

A eletrificação amplia essa demanda porque arquiteturas de baixa e alta tensão passam a dividir o automóvel. Cabos, conectores, isolamento e pontos de fixação precisam considerar corrente, temperatura, interferência eletromagnética, manutenção e procedimentos destinados aos profissionais que realizarão reparos depois da venda.

A integração entre produto e processo permite analisar antecipadamente como cada componente será montado. Uma solução pode funcionar no projeto digital, mas exigir movimentos, ferramentas ou tolerâncias incompatíveis com a linha. A participação das equipes industriais reduz alterações quando os equipamentos já estão instalados.

O centro também utilizará protótipos, laboratórios e áreas de testes para aproximar diferentes disciplinas. Clientes e fornecedores podem acompanhar etapas de validação, permitindo que materiais, máquinas e sistemas elétricos sejam ajustados antes da definição final das especificações destinadas ao programa de produção.

Leoni reorganiza centro para integrar engenharia e produção

A mudança organizacional responde à necessidade de desenvolver componentes em intervalos menores. Plataformas compartilhadas, atualizações eletrônicas e diferentes sistemas de propulsão aumentam o número de combinações. Sem coordenação, alterações em um módulo podem criar incompatibilidades em conectores, montagem, diagnóstico ou fornecimento.

No Brasil, fabricantes de chicotes atendem veículos leves, caminhões, ônibus, máquinas e equipamentos agrícolas. A integração entre engenharia e produção ajuda a adaptar sistemas globais às condições locais, mas exige acesso antecipado aos projetos, laboratórios e profissionais capazes de validar componentes conforme as normas aplicáveis.

A reorganização da Leoni mostra que inovação automotiva não depende somente da criação de novos produtos. A forma como engenharia, fornecedores e fábrica compartilham informações determina custo, prazo e possibilidade de produzir o componente com repetibilidade durante todo o programa.