A Lancia apresentou o Gamma no Salão de Paris de 2026 como modelo de topo de sua gama europeia. Exibido nas configurações Hybrid, elétrica e HF Integrale, o crossover fastback inicia suas encomendas nos mercados atendidos pela marca e integra o plano de renovação iniciado com o Ypsilon e ampliado pelo retorno aos ralis.

Cabine reúne tela de 16 polegadas, materiais sustentáveis e comandos por voz

Foto: Divulgação

O lançamento ocorre no ano em que a fabricante completa 120 anos, em 27 de novembro, e cinquenta anos depois da apresentação do primeiro Gamma, em 1976. A Lancia não comercializa seus modelos no mercado brasileiro, e as informações de oferta, versões e autonomia divulgadas referem-se à operação europeia.

Com 4,67 metros de comprimento e 2,79 metros de distância entre-eixos, o Gamma marca a volta da empresa ao segmento C. A carroceria combina características de crossover com perfil fastback, enquanto o compartimento de bagagem oferece 560 litros. O coeficiente aerodinâmico é de 0,25.

O desenvolvimento e a produção ocorrem na Itália. O modelo foi projetado e será fabricado na unidade da Stellantis em Melfi. O trabalho conjunto entre desenho e engenharia incluiu grade dianteira ativa, rodas destinadas ao controle do fluxo de ar e aerofólio traseiro dividido.

A versão Hybrid utiliza motor 1.2 de 145 cavalos e oferece alcance superior a 1.000 quilômetros sem recarga externa. Na linha elétrica, a configuração de 230 cavalos percorre mais de 540 quilômetros, enquanto a Long Range, de 245 cavalos, supera 740 quilômetros por carga.

Lancia Gamma volta após 50 anos com alcance de 1.000 quilômetros

Foto: Divulgação

No topo da gama, o Gamma HF Integrale adota dois motores elétricos, tração integral e potência de 375 cavalos. A autonomia chega a 675 quilômetros. A arquitetura reserva uma unidade para cada eixo e relaciona a sigla HF ao programa de desempenho da fabricante.

Na cabine, mais de 60% das superfícies utilizam materiais sustentáveis. O painel reúne uma tela central de 16 polegadas e o sistema Sala, interface que concentra áudio, climatização e iluminação. As funções podem ser administradas pela tela sensível ao toque ou por comandos de voz.

O desenho retoma elementos históricos da Lancia sem reproduzir os modelos. A dianteira apresenta uma interpretação iluminada da grade Calice. Na traseira, as luzes em formato de T e componentes aerodinâmicos recuperam referências das venezianas utilizadas no Gamma da década de 1970.

No estande de Paris, as três versões do Gamma dividem espaço com o Ypsilon HF, de 280 cavalos, e o Ypsilon Rally2 HF Integrale. Os cinco veículos representam a estratégia que reúne modelos de produção, eletrificação e participação em competições.

A volta ao Campeonato Mundial de Rali ocorreu em 2026 com o Ypsilon Rally2 HF Integrale. A Lancia conquistou o título de equipes do WRC2 no primeiro ano do retorno. O programa alcança as categorias ERC4 e Junior ERC, criando etapas para pilotos dentro da estrutura esportiva.

Com encomendas abertas na Europa, o Gamma passa a ocupar o centro da expansão da linha. A combinação de opção híbrida, duas configurações elétricas e uma versão com tração integral permite à Lancia atender usos enquanto conecta o produto à produção italiana e ao programa de competições.