O Hub Mobilidade reuniu representantes da indústria automotiva no Recife para analisar aplicações de inteligência artificial em veículos, fábricas, logística e serviços. A programação aproximou montadoras, sistemistas, empresas de tecnologia, pesquisadores e startups com o objetivo de transformar problemas operacionais em projetos desenvolvidos por diferentes organizações.

Imersão reúne montadoras, fornecedores, pesquisadores e startups de mobilidade

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Participaram da iniciativa representantes de Volkswagen Caminhões e Ônibus, Stellantis, Iveco, Ford, Scania, FormelD, Frasle, Instituto da Qualidade Automotiva e Complexo Industrial Portuário de Suape. A diversidade do grupo permitiu comparar necessidades de fabricantes, fornecedores, certificadores, operadores logísticos e instituições ligadas à infraestrutura.

Durante dois dias, os participantes visitaram centros de pesquisa, conheceram soluções desenvolvidas por startups e discutiram oportunidades de negócios. O programa foi organizado pelo CESAR dentro das atividades do Hub Mobilidade, iniciativa realizada com Automotive Business e Learning Village para aproximar tecnologia e indústria.

Uma das discussões tratou dos ecossistemas cognitivos de mobilidade, nos quais veículos, empresas e cidades compartilham informações. A conexão pode coordenar tráfego, manutenção, transporte e distribuição de energia, mas depende de padrões técnicos que permitam combinar dados produzidos por equipamentos e organizações diferentes.

Sete grupos desenvolveram propostas de aplicação da inteligência artificial. Entre os temas apareceram antecipação de falhas mecânicas, utilização de veículos elétricos como ativos energéticos, cobrança por quilômetro rodado e personalização de seguros e serviços financeiros conforme o perfil de utilização de cada automóvel.

Recife conecta inteligência artificial à indústria automotiva

A manutenção preditiva utiliza sensores e históricos para estimar quando um componente poderá apresentar falha. O resultado depende da qualidade das informações, pois modelos treinados com dados incompletos podem indicar intervenções desnecessárias ou deixar de reconhecer alterações que comprometam segurança, disponibilidade e custo operacional.

O Recife possui empresas, universidades e profissionais vinculados a software, eletrônica e economia digital. A aproximação com a indústria automotiva pode ampliar a participação brasileira em atividades que não dependem exclusivamente da montagem física, incluindo programação, análise de dados, segurança digital e desenvolvimento de interfaces.

A continuidade dos projetos definirá se as propostas chegarão aos veículos e às operações. Encontros de inovação ajudam a identificar parceiros, mas a implementação exige responsável, orçamento, validação e prazo. O desafio será converter a troca de conhecimento em soluções que possam ser medidas e reproduzidas.