A Royal Enfield apresentou a Himalayan 750 para ampliar sua família de motocicletas destinadas a viagens em estradas e trajetos fora do asfalto. O modelo combina motor de dois cilindros e 743 cm³, recursos eletrônicos e capacidade de carga de 195 quilos, mas ainda não tem previsão de venda no Brasil.

Modelo entrega 63 Nm de torque e reúne recursos eletrônicos para diferentes pisos

Foto: Royal Enfield

“Há uma década criamos a categoria de aventureiras de média cilindrada”, comenta B. Govindarajan, diretor-geral da Eicher Motors e presidente da Royal Enfield. Segundo o executivo, a comunidade da Himalayan reúne mais de 320 mil motociclistas e orientou o desenvolvimento da nova integrante a partir das experiências acumuladas com as versões anteriores.

A Himalayan 750 utiliza motor de dois cilindros paralelos, refrigerado a ar e óleo, que produz 63 Nm de torque a 5.000 rotações por minuto. Cerca de 90% dessa força está disponível a partir de 3.500 rotações por minuto, configuração direcionada a retomadas, subidas e deslocamentos com bagagem.

O conjunto eletrônico reúne cinco modos de condução: Estrada, Estrada Esportiva, Chuva, Trilha e Personalizável. As configurações alteram a entrega de potência e a intervenção do sistema antitravamento dos freios em curvas e do controle de tração. A unidade de medição inercial utiliza acelerômetro e giroscópio para acompanhar os movimentos da motocicleta.

A lista inclui piloto automático, monitoramento da pressão dos pneus, imobilizador e painel circular de quatro polegadas com navegação e conectividade. O farol de LED tem sete polegadas, refletores próprios e carenagem de alumínio destinada à dissipação do calor produzido pelo sistema de iluminação.

Royal Enfield Himalayan 750 amplia alcance da linha aventureira

Foto: Royal Enfield

Na estrutura, a motocicleta adota quadro de aço, altura do assento de 815 milímetros, distância livre do solo de 205 milímetros e tanque de 17 litros. Os assentos são separados para condutor e passageiro, enquanto o para-brisa oferece cinco posições, com intervalo total de ajuste de 60 milímetros.

A suspensão dianteira Showa utiliza garfo invertido com tubos de 43 milímetros, curso de 190 milímetros e regulagens. Na traseira, o monoamortecedor da mesma fornecedora oferece 175 milímetros de curso, ajuste de retorno e regulagem da pré-carga da mola. O freio dianteiro utiliza dois discos.

As rodas podem ser raiadas ou de liga leve, sempre com pneus sem câmara. A dianteira mede 19 polegadas e a traseira, 17 polegadas. A capacidade de carga de 195 quilos permite transportar passageiro, bagagens e acessórios durante viagens, mantendo diferentes possibilidades de configuração.

A versão Antarctic Silver receberá um pacote para viagens desenvolvido com a Givi. O conjunto inclui baú traseiro, malas laterais, bolsas internas, manoplas aquecidas, protetores de mãos e proteção de alumínio sob o motor. A linha também terá malas flexíveis e opções de assentos para piloto e passageiro.

As demais configurações serão oferecidas nas cores Viking Bronze e Siberia White com rodas raiadas, além de Aztec Green e Teutonic Black com rodas de liga leve. A Himalayan 750 sucede uma trajetória iniciada pela Himalayan 411 em 2016 e continuada pelas Himalayan 450 e 440.