Montadora também projeta expansão na Ásia nos próximos anos

Texto e Foto: Imprensa Ford

A Ford espera um avanço de aproximadamente 50% em suas vendas globais até o meio da década, para cerca de 8 milhões de veículos por ano, e também a obtenção de margens operacionais melhores, com a continuidade do plano One Ford, a aceleração no lançamento de produtos e expansão nos mercados em crescimento.

Em uma apresentação feita esta semana para analistas financeiros, Alan Mulally(foto), presidente e CEO da Ford, afirmou que a companhia está bem posicionada para crescer com rentabilidade. A Ford prevê um avanço substancial de toda a indústria automotiva em meados da década, o que traz oportunidades de crescimento para Ford, principalmente com a expansão acelerada nos mercados em desenvolvimento, recuperação nos mercados maduros e a venda de veículos menores e mais eficientes no consumo de combustível.

“A Ford é uma companhia em crescimento que opera em um mercado automotivo global em crescimento”, disse Mulally. “Com o plano One Ford, estamos ampliando nossos investimentos em produtos para atender a essa demanda crescente, com uma família completa de veículos líderes em sua classe.”

A Ford anunciou que espera, em meados da década:

• ampliar as vendas em aproximadamente 50%, crescendo de 5,3 milhões em 2010 para cerca de 8 milhões;
• aumentar as margens de suas operações automotivas globais, de 6,1% em 2010 para 8% ou 9%, e as margens operacionais na América do Norte de 8% para a faixa de 10%;
• somar despesas de capital de cerca de US$6 bilhões por ano, em comparação com os US$3,9 bilhões de 2010;
• reduzir o débito total na área Automotiva para cerca de US$10 bilhões, em comparação com US$16,6 bilhões em 31 de março de 2011 e US$33,6 bilhões no final de 2009;
• retornar ao nível de grau de investimento no curto prazo e retomar o pagamento de dividendos a um nível condizente com seus ganhos após o pagamento de impostos;
• aumentar o nível de recebíveis da Ford Credit para US$110 bilhões ou US$120 bilhões, comparados com US$83 bilhões no final de 2010. A Ford Credit também espera obter um retorno sobre o capital próprio, após o pagamento de impostos, na faixa inferior de dois dígitos.

Segundo a companhia, essas conquistas serão obtidas com a continuidade do plano One Ford, que inclui:

• reestruturação agressiva para operar com lucratividade dentro da demanda atual e mudança no mix de produtos;
• a aceleração no desenvolvimento de novos produtos que os consumidores querem e valorizam;
• financiar o plano e melhorar o balanço financeiro; e
• trabalhar efetivamente como um só time, aproveitando os recursos globais da Ford.

Essa perspectiva tem como base a confiança da Ford no seu plano de renovação de produtos e na capacidade de crescer em novos mercados, ampliando a base de clientes. Em 2020, a companhia espera que cerca de 32% de suas vendas venham das regiões da Ásia-Pacífico e África, mais do que dobrando a participação atual de vendas desses mercados.

Os veículos pequenos vão aumentar a sua participação nas vendas globais da Ford, dos atuais 48% para cerca de 55% em 2020.

A companhia anunciou também que, em 2014, o seu portfólio global de produtos terá uma renovação de mais de 140%, com produtos totalmente novos ou amplamente modificados em comparação com 2009. Isso será feito com foco contínuo em veículos globais, incluindo um veículo médio, uma van comercial grande e uma picape compacta global, além dos veículos pequenos globais que já estão à venda hoje. A Ford afirmou já ter provado que pode vencer com essa estratégia, introduzindo recentemente, com sucesso, o New Fiesta, o Focus e a Transit Connect globais.

A empresa espera que, no meio da década, cerca de 6 milhões de veículos – ou cerca de 75% de suas vendas globais – sejam representados por modelos de cinco plataformas: B, C, C/D, vans grandes e picapes compactas.

Ao mesmo tempo, a Ford disse que vai buscar oportunidades de crescimento sustentável nos mercados emergentes, criando versões de menor custo de veículos globais que ofereçam uma redução de US$1.000 a US$2.000, dependendo do tamanho. Aumentando a produção local de veículos globais, em alguns casos, a empresa pretende atender mais de perto as necessidades dos clientes e conquistar novos compradores para seus produtos. Em todos os casos, os veículos Ford irão entregar os padrões mais elevados de qualidade, economia de combustível, segurança, design e valor que os consumidores esperam.

Além de aumentar os volumes e a receita com a ampliação da linha de produtos, a Ford espera obter também margens de preço melhores para seus produtos, junto com a valorização da marca.

Um fator chave na perspectiva da Ford para o meio da década é o crescimento de volumes da indústria. Sua expectativa é que a indústria atinja 95 milhões a 100 milhões de unidades, em comparação com as 74 milhões de 2010. Ela prevê, também, que os preços dos combustíveis e os custos das commodities continuem a crescer, na medida em que a economia mundial se recupera.

A Ford anunciou também que no segundo quadrimestre de 2011 vai pagar mais US$2,3 bilhões dos empréstimos de curto prazo no âmbito do seu contrato de crédito imobiliário e que restituiu os US$800 milhões restantes extraídos de sua linha de crédito rotativo.

A Ford encerrou o primeiro quadrimestre com um débito de US$16,6 bilhões na área Automotiva. Mais adiante, espera reduzir esse valor para US$10 bilhões, mudando para uma base de financiamento sem garantia.

“Vamos continuar focados em manter margens de operação crescentes e saudáveis, criando valor de longo prazo”, disse Lewis Booth, vice-presidente executivo e chefe de Finanças (CFO) da Ford. “Manter um fluxo de caixa adequado para suportar o crescimento dos negócios e reduzir nossas dívidas são passos essenciais que estamos tomando para obter e consolidar um balanço financeiro de classe mundial.”