A Auper anunciou o desenvolvimento de um chassi autoral para suas motocicletas elétricas, projetado para atender às condições das ruas brasileiras. O objetivo é oferecer maior segurança e resistência em cenários urbanos marcados por buracos, remendos e variações de pavimento.
Soldagem e materiais garantem confiabilidade estrutural

“O chassi é o elemento central da moto. É nele que tudo se conecta, é ele que define como esses sistemas vão trabalhar juntos e precisa ter flexibilidade controlada para garantir precisão em curvas, frenagens e transferências de carga”, afirmou Silue Goessling, Líder de Engenharia Mecânica da Auper.
A escolha pelo chassi tubular foi decisiva para atender às demandas locais. Esse tipo de construção permite aplicar diferentes níveis de rigidez em áreas específicas, garantindo estabilidade sem comprometer a absorção das irregularidades do piso. O padrão brasileiro de ruas desniveladas e com remendos frequentes influenciou diretamente o projeto.
O material utilizado é o aço cromo-molibdênio 4130, sem costura ao longo do comprimento, o que elimina pontos de fraqueza e aumenta a previsibilidade da estrutura sob estresse. Esse tipo de aço possui maior resistência mecânica e à fadiga, ampliando a margem de segurança. Goessling destacou que projetos que utilizam aços de menor resistência podem ficar mais suscetíveis a rupturas por fadiga, iniciadas por microtrincas invisíveis que evoluem com o uso repetitivo.
Antes da produção, cada componente passa por validação em softwares de modelagem 3D e análise computacional. Esses testes simulam quedas, impactos e desgaste natural de anos de uso. Em seguida, protótipos são avaliados em pista e em condições reais de rua, garantindo que resistência e dirigibilidade estejam alinhadas ao planejamento.
Auper apresenta chassi autoral para motos elétricas no Brasil

Na etapa de fabricação, o rigor técnico é mantido. Os tubos são cortados a laser, montados em gabaritos de alta precisão e soldados em sequência planejada para evitar tensões residuais. O processo de soldagem escolhido foi o MIG, que garante penetração adequada e acabamento seguro.
“Quando bem regulado, o processo MIG garante excelente penetração da solda, o que é essencial para um componente estrutural, como o chassi. Esse tipo de aço exige pré-aquecimento e controle do resfriamento pois, sem isso, podem surgir trincas, não necessariamente visíveis, que comprometem a segurança do usuário”, explicou David Miranda, Responsável Técnico de Soldagem da Auper.
Ao final, o chassi cumpre dupla função: estrutural e estética. O desenho tubular permanece visível, reforçando a engenharia que sustenta a moto. Para a Auper, o investimento assegura que o motociclista tenha controle total da condução, independentemente das condições das vias brasileiras.






