A Abraciclo informou que a indústria brasileira de motocicletas produziu 190.794 unidades em julho de 2026, o maior volume já registrado para o mês no País. O resultado, divulgado representa crescimento de 45,8% sobre junho e de 36% na comparação anual.
Polo de Manaus fabrica 190,8 mil unidades e acumula melhor resultado desde 2008

Entre janeiro e julho, as fábricas instaladas no Polo Industrial de Manaus produziram 1.254.191 motocicletas, avanço de 9,9% sobre igual período de 2025. O volume acumulado é o maior desde 2008 e reforça a participação das duas rodas no mercado brasileiro de mobilidade e trabalho.
Os modelos de baixa cilindrada concentraram 985.788 unidades no acumulado, equivalentes a 78,6% da produção. As motocicletas de média cilindrada somaram 231.432 unidades e responderam por 18,5%. Essa composição mostra que a maior parte da atividade industrial permanece ligada aos veículos destinados ao uso cotidiano.
O crescimento da produção acompanha também o varejo. Os licenciamentos chegaram a 199.236 unidades em julho, recorde para o mês, enquanto o acumulado dos sete primeiros meses alcançou 1.373.580 motocicletas. O avanço foi de 12,3% diante do mesmo período do ano passado, segundo a entidade.
As exportações também contribuíram para o desempenho industrial. Entre janeiro e julho, as fabricantes enviaram 27.373 motocicletas ao exterior, crescimento de 28,6% na comparação anual. O resultado ajuda a distribuir a produção entre mercado interno e vendas externas, reduzindo a dependência de uma única fonte de demanda.
Produção de motos bate recorde histórico em julho no Brasil
A expansão, entretanto, depende da logística amazônica. A Abraciclo informou que fabricantes acompanham os níveis dos rios e as condições de navegação, fatores capazes de interferir no transporte de componentes e veículos. O monitoramento procura reduzir possíveis impactos sobre abastecimento das fábricas e distribuição para outras regiões.
Para fornecedores, concessionárias e oficinas, o aumento do volume amplia a demanda por componentes, transporte, peças de reposição e serviços. A motocicleta também mantém participação em deslocamentos profissionais, entregas e mobilidade individual, o que ajuda a explicar a procura por modelos de menor cilindrada no mercado brasileiro.
O recorde de julho coloca a indústria de motocicletas entre os setores automotivos com maior ritmo de crescimento em 2026. A continuidade dependerá da capacidade produtiva de Manaus, das condições logísticas, do crédito e da demanda dos consumidores durante os cinco meses restantes do ano.






