Home Blog Page 12

RH amplia participação na gestão de indicadores climáticos

0
RH amplia participação na gestão de indicadores climáticos
RH amplia participação na gestão de indicadores climáticos

Durante muito tempo, a agenda climática corporativa esteve concentrada nas áreas de sustentabilidade, meio ambiente e relações institucionais. O RH aparecia, na maior parte das vezes, apenas como apoio operacional para campanhas internas ou ações pontuais de conscientização. Mas uma mudança silenciosa começou a alterar essa dinâmica dentro das empresas: parte relevante das metas ESG agora depende diretamente de comportamento humano.

E isso colocou as áreas de People & Culture no centro da discussão climática corporativa.

O movimento acontece principalmente por causa do avanço das metas relacionadas ao Escopo 3 — categoria que engloba emissões indiretas geradas ao longo da cadeia de valor das empresas. Entre elas, uma das mais complexas é justamente o deslocamento diário de colaboradores, conhecido internacionalmente como employee commuting.

Segundo o GHG Protocol, as emissões relacionadas ao transporte casa-trabalho fazem parte da Categoria 7 do Escopo 3 e dependem diretamente de hábitos individuais, políticas corporativas, localização dos escritórios, modelo híbrido de trabalho e incentivos oferecidos pela empresa. Diferentemente de emissões industriais ou energéticas, que podem ser reduzidas com mudanças estruturais ou tecnológicas, o commuting depende de adesão humana contínua.

Na prática, isso significa que indicadores climáticos passaram a depender diretamente de decisões tradicionalmente geridas pelo RH.

Quando uma empresa define política híbrida, revisa vale-transporte, cria programas de mobilidade, altera frequência presencial ou incentiva determinados meios de deslocamento, ela não está apenas discutindo experiência do colaborador. Está alterando indicadores ESG.

"O RH começou a assumir um papel climático sem que muitas empresas tenham percebido isso ainda", afirma Lucas Nicoleti, CEO da Ecomilhas, climate tech brasileira especializada em gestão auditável de emissões relacionadas ao deslocamento corporativo. "Quando a empresa discute mobilidade, flexibilidade, engajamento comportamental ou política híbrida, ela também está discutindo carbono", completa.

O tema ganhou ainda mais relevância com o avanço das exigências relacionadas a disclosure ESG, especialmente após a publicação das IFRS S1 e S2 e da Resolução CVM 193 no Brasil. À medida que relatórios climáticos passam a exigir dados mais rastreáveis, auditáveis e comparáveis, empresas começam a perceber que não conseguem mais tratar employee commuting apenas como estimativa anual consolidada em planilhas.

Isso porque as emissões relacionadas ao deslocamento corporativo mudam constantemente. Um colaborador pode alternar entre carro, metrô, home office, bicicleta e aplicativos de transporte ao longo da mesma semana. Em ambientes híbridos, o comportamento se torna ainda mais dinâmico e difícil de prever.

Mesmo assim, muitas empresas ainda operam com levantamentos pontuais feitos uma vez por ano, normalmente baseados em formulários internos ou médias estimadas. O problema é que esse modelo começa a entrar em choque com o novo nível de exigência regulatória e de mercado relacionado à qualidade dos dados ESG.

Ao mesmo tempo, cresce dentro das empresas a percepção de que sustentabilidade não pode mais funcionar isoladamente da experiência do colaborador.

Pesquisas recentes da Deloitte mostram que profissionais das gerações mais jovens valorizam cada vez mais coerência entre discurso ambiental e prática corporativa. Isso significa que políticas de mobilidade, flexibilidade e benefícios ligados ao deslocamento deixam de ser apenas temas operacionais e passam a influenciar employer branding, retenção e percepção de cultura organizacional.

Na prática, ESG começa a migrar do relatório para a rotina.

O deslocamento diário, que durante décadas foi tratado apenas como custo operacional ou logística de benefício corporativo, passa a ocupar espaço estratégico nas discussões sobre engajamento, qualidade de vida e sustentabilidade empresarial.

Isso também ajuda a explicar por que áreas de RH começaram a participar mais ativamente de comitês ESG dentro de grandes empresas. O tema deixou de ser exclusivamente técnico ou ambiental. Agora envolve adesão humana, comportamento recorrente e construção de cultura organizacional.

"O employee commuting é um dos poucos indicadores climáticos que dependem diretamente de participação contínua das pessoas", destaca Nicoleti. "Você não reduz esse tipo de emissão apenas criando meta corporativa. Você reduz quando transforma sustentabilidade em parte da experiência cotidiana do colaborador", acrescenta o executivo.

Nesse cenário, plataformas capazes de conectar mobilidade, comportamento e rastreabilidade climática começam a ganhar relevância estratégica.

A Ecomilhas atua no monitoramento contínuo de deslocamentos corporativos, transformando mobilidade sustentável em dados auditáveis para relatórios ESG e campanhas internas de engajamento. A proposta é ajudar empresas a reduzirem dependência de estimativas genéricas e criarem indicadores mais precisos sobre emissões relacionadas ao commuting corporativo.

Além da mensuração, a empresa utiliza mecânicas de incentivo e engajamento para estimular a adoção recorrente de hábitos sustentáveis, aproximando sustentabilidade da experiência prática do colaborador.

O movimento altera a própria lógica da governança ESG dentro das empresas. Em vez de atuar apenas como área de apoio institucional, o RH começa a assumir papel operacional em metas climáticas ligadas à adesão, comportamento e cultura.

Na prática, sustentabilidade corporativa começa a deixar de ser apenas pauta ambiental. Ela passa a ser também pauta de gestão de pessoas.

Sobre a Ecomilhas

A Ecomilhas é uma climate tech brasileira especializada na gestão de emissões relacionadas ao deslocamento corporativo de colaboradores. A empresa transforma deslocamentos sustentáveis em dados rastreáveis e auditáveis para relatórios ESG, campanhas internas e indicadores de Escopo 3.7 (employee commuting), ajudando empresas a estruturarem governança climática com maior precisão, recorrência e confiabilidade.

ABB adquire fabricante italiana de transformadores

0

A provedora de tecnologias de eletrificação e automação industrial ABB anunciou acordo para adquirir a fabricante italiana de transformadores, conversores e retificadores Specialtrasfo.

O negócio engloba toda a empresa, que conta com sede e três fábricas no norte da Itália, operações em mais de 70 países e um portfólio de soluções de transmissão de energia amplamente reconhecido em segmentos que demandam aplicações de alto rigor.

Em comunicado, a ABB disse que a aquisição incorpora ao seu portfólio soluções otimizadas, com destaque para transformadores especialistas, principal foco da oferta, que encontram aplicações em segmentos como geração de energia, transporte marítimo, metalurgia, mineração, offshore, além de toda a indústria de transformação.

"Essa aquisição estratégica expande nossa oferta e fortalece a resiliência da nossa cadeia de suprimentos em transformadores de alta demanda, reforçando a capacidade da ABB de fornecer soluções integradas e confiáveis", afirmou no texto Juha Koskela, presidente da Divisão High Power, da Área de Motion, da ABB.

"Ao combinar motores, inversores e transformadores de alta potência em um único portfólio de alta qualidade, continuamos a ajudar os clientes a atenderem com confiança às suas necessidades específicas do setor", seguiu o executivo no texto.

Em 2025, a Specialtrasfo gerou receitas de aproximadamente 80 milhões de euros, metade dos quais referentes à oferta feita pela ABB. A empresa, fundada em 1946, em Milão, Itália, emprega atualmente 130 colaboradores.

A aquisição deve ser concluída apenas no terceiro trimestre de 2026, após a aprovação de autoridades regulatórias. A empresa será integrada à Divisão Motion High Power da ABB. Os valores do negócio não foram divulgados.

Planejamento de seguros corporativos amplia logística 2026

0
Planejamento de seguros corporativos amplia logística 2026
Planejamento de seguros corporativos amplia logística 2026

A complexidade das operações logísticas tem ampliado a integração entre planejamento de seguros corporativos e gestão de transporte. Empresas dos setores de logística, comércio exterior e distribuição vêm revisando estratégias para reduzir exposição a riscos operacionais e financeiros.

Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) mostram crescimento contínuo na demanda por seguros corporativos ligados ao transporte e à movimentação de cargas, impulsionado pelo aumento das operações logísticas e pela necessidade de proteção patrimonial.

Segundo a BWIN TECH Seguros, o seguro corporativo passou a ocupar papel mais estratégico nas operações, especialmente em cadeias logísticas que demandam maior previsibilidade e controle operacional.

Para Carla Kuhn, Partner and Business Development Director da empresa, a tendência é de maior integração entre tecnologia, análise de risco e logística."O seguro deixou de atuar apenas como proteção financeira posterior ao sinistro. Hoje ele faz parte da estratégia operacional e da gestão preventiva de riscos", afirma.

A empresa destaca que ferramentas de monitoramento, rastreabilidade e inteligência de dados vêm influenciando diretamente a modelagem das apólices e os processos de mitigação de perdas."Quanto maior a integração entre logística e gestão de risco, maior a capacidade de prevenção e previsibilidade financeira das empresas", explica Carla.

Segundo levantamento da ANTT, o transporte rodoviário continua responsável pela maior parte da movimentação de cargas no Brasil, ampliando a relevância de estratégias de proteção logística e seguros especializados.

Lexus RZ 500e estreia com tração integral e autonomia de 357 quilômetros

0

A Lexus anunciou a chegada do RZ 500e ao mercado brasileiro, com preço de R$ 499.990. O primeiro modelo totalmente elétrico da marca no País já está disponível nas concessionárias e começa a ser entregue nesta semana aos clientes que participaram da pré-venda realizada em dezembro.

Modelo elétrico traz pacote tecnológico e preço a partir de R$ 499.990,00

“Mais do que oferecer nosso primeiro elétrico no Brasil, queremos ampliar a experiência do cliente com uma proposta completa, que combina um produto tecnológico e sofisticado com condições comerciais desenhadas para tornar o RZ 500e uma escolha extremamente competitiva neste segmento”, afirmou Nancy Serapião, Head das marcas Lexus e GAZOO Racing no Brasil.

O RZ 500e foi desenvolvido para respeitar o conceito Lexus Driving Signature, que busca oferecer conforto e controle ao motorista em todas as situações. O processo de criação ocorreu no Centro Técnico da Lexus em Shimoyama, no Japão, com participação de engenheiros e pilotos profissionais. O modelo utiliza a plataforma exclusiva e-TNGA, que integra a bateria de 77 kWh à estrutura do veículo, garantindo maior rigidez e estabilidade.

Segundo Shinya Ito, engenheiro-chefe do projeto, “queremos mostrar que, se tratando de um veículo elétrico, não é apenas sobre vender novos carros, mas também de oferecer diferentes experiências por meio da tecnologia e eletrificação. Não estamos fazendo um veículo elétrico; nós estamos fazendo um Lexus. Esse é o ponto de partida”.

O conjunto mecânico inclui dois motores elétricos, um em cada eixo, com potência combinada de 381 cavalos e torque instantâneo de 26,9 kgfm por eixo. O desempenho permite aceleração de 0 a 100 km/h em 4,6 segundos, com autonomia de 357 km segundo dados do Inmetro. A recarga rápida em corrente contínua (DC) alcança 80% da bateria em 30 minutos.

Lexus RZ 500e estreia com tração integral e autonomia de 357 quilômetros

O sistema de tração integral DIRECT4 distribui automaticamente a potência entre os eixos dianteiro e traseiro, ajustando-se às condições de condução. Essa tecnologia garante maior estabilidade em curvas, arrancadas e acelerações, otimizando a resposta do veículo em diferentes cenários.

O design segue a identidade da marca com o conceito Spindle Body, que evolui a tradicional grade frontal para linhas em formato de ampulheta. O modelo traz faróis com nova assinatura, rodas de 20 polegadas e opções de teto contrastante. São dez cores externas e três opções de acabamento interno, incluindo revestimento sustentável em Ultra Suede com 30% de material vegetal.

No interior, o conceito Tazuna orienta a ergonomia e a disposição dos comandos. A cabine conta com iluminação indireta de 64 cores, teto panorâmico com controle eletrônico de transparência e sistema de som Mark Levinson com 14 alto-falantes. A central multimídia de 14” oferece conectividade com Android Auto e Apple CarPlay, além de comandos por voz.

O pacote de segurança inclui oito airbags e o Lexus Safety System+ 3.0, com recursos como alerta de ponto cego, controle de cruzeiro adaptativo, sistema de colisão frontal e assistente de estacionamento inteligente.

Coluna “Fernando Calmon”: Anfavea comemora 70 anos e aposta em avanço contínuo

0

Uma programação intensa em Brasília (DF) marcou as sete décadas de fundação da Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, que começou com sessão solene no plenário do Senado Federal, terminou em evento no Teatro Nacional. A entidade é formada por 27 empresas fabricantes de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, além de máquinas autopropulsadas agrícolas e rodoviárias. Trata-se de atividade manufatureira de grande peso (cerca de 20% do Produto Interno Industrial), representada por 53 fábricas pelo País em nove estados e 38 municípios.

Anfavea comemora 70 anos e aposta em avanço contínuo

A indústria automobilística brasileira responde por 1,3 milhão de empregos (cerca de 110.000 nos fabricantes), além de produtores de autopeças (270.000), de concessionárias (300.000) e outros setores. Milhares de pessoas dependem direta ou indiretamente da indústria automobilística. Desde uma rede pulverizada de fornecedores de todos os níveis, inclusive acessórios, serviços, logística e até frentistas nos postos de combustível.

Igor Calvet, presidente da Anfavea, ressaltou: “Setenta anos depois da criação da Anfavea, seguimos movidos pela mesma ideia que nos trouxe até aqui: acreditar no Brasil. Nos próximos meses terei a honra e a responsabilidade de anunciar, a marca de 100 milhões de veículos produzidos em solo brasileiro. Um marco que dá a dimensão do legado que construímos e da missão que renovamos a cada novo ciclo de investimentos”.

O total a ser desembolsado até 2032 deve superar R$ 100 bilhões, estimativa que inclui fabricantes chineses não filiados à entidade. Se estes vão se associar algum dia à Anfavea, ainda se desconhece. Contudo, a maior marca da China, acaba de solicitar entrada na Associação dos Fabricantes Europeus de Automóvel (Acea, em francês). Esta se limitou a informar que estuda o assunto.

Abril: bons resultados apesar do calendário curto

Quem olha apenas a superfície dos números de abril pode ter a falsa impressão de que o mercado de veículos leves perdeu fôlego. O total de 236.712 emplacamentos representa um recuo de 8,2% frente a março. No entanto, abril teve apenas 20 dias úteis, dois a menos que o mês anterior. Quando o foco é a média diária, o cenário muda: foram 11.836 unidades/dia, um recorde para o ano e o melhor desempenho desde o final de 2024.

Para Milad Kalume Neto, da K.Lume Consultoria, se abril tivesse os mesmos dias úteis de março, o resultado superaria qualquer expectativa. Na comparação interanual houve um salto relevante de 20% sobre abril de 2025. Quanto ao acumulado do primeiro quadrimestre, a alta de 16,4% para 832.000 unidades já coloca 2026 acima dos níveis pré-pandemia de 2019, o que consolida uma recuperação consistente.

Fenômeno que merece atenção é a “invasão” chinesa, que não dá sinais de trégua. De acordo com a consultoria Bright, as 40.927 unidades vendidas em abril, significaram 17,3% de participação de mercado, ante 14,7% em março. O resultado refletiu o desempenho dos modelos híbridos e elétricos somados.

O balanço geral aponta que as cinco maiores marcas tradicionais (Fiat, VW, GM, Hyundai e Toyota, nesta ordem) cresceram 13%, no acumulado deste ano, um pouco abaixo dos 16,4% do mercado total. Mas isso ainda pode mudar de acordo com os investimentos já anunciados para os próximos anos.

Outras observações da K.Lume: quase 60% das vendas foram à vista e 40% financiadas. Estas enfrentam juros ainda muito altos, reflexo da inflação que ameaça romper os 4,5% ao ano, acima da tolerância de 3%, eu acrescento. O segmento de automóveis mais caros retraiu-se 17%.

Balanço geral de vendas em 2027 poderá ficar acima do previsto no começo deste ano tanto pela Anfavea quanto pela Fenabrave. Esta entidade atribui ao programa Carro Sustentável (C3 enquadrou-se recentemente; agora são seis marcas) os bons resultados deste ano.

Teste: Koleos, híbrido que a Renault precisava

Primeiro híbrido da marca francesa tem mais de uma nacionalidade. A colaboração inclui a chinesa (e sócia) Geely, a partir do seu modelo Monjaro, com a fabricação na Coreia do Sul. Estilo do Koleos é um dos seus pontos altos, embora diferente de outros Renault. O SUV médio-grande destaca-se pela grade audaciosa, rodas de 20 pol. e uma traseira discreta com lanternas interligadas.

Dimensões (mm): comprimento, 4.778; entre-eixos, 2.820; largura, 1.880 (2.063 com espelhos); altura, 1.686. Volumes (L): porta-malas, 431; tanque, 55. Massa: 1.804 kg. Híbrido pleno. Motor 4-cilindros 1,5 L, gasolina: potência 144 cv; torque 23,4 kgf·m. Motor elétrico: potência, 136 cv; torque, 32.6 kgf·m. Potência combinada: 245 cv; Consumo (Inmetro km/L, cidade/estrada): 13,1/12,1; Alcance (km, cidade/estrada): 721/666; Tração dianteira. Câmbio automático DHT, três marchas. Aceleração 0 a 100 km/h (s): 8,3.

Seu interior é um ponto de destaque. Há três telas, incluindo uma que apenas o acompanhante pode assistir. Além de projeção de dados no para-brisa, tem a maioria dos comandos por teclas ou botões. Bom espaço para os ocupantes do banco traseiro (inclui regulagem dos encostos), o que pode ter sido determinante para diminuir o volume do porta-malas menor que o de concorrentes diretos. Entre os itens de série destacam-se teto solar panorâmico elétrico, câmera 360° e sistema autônomo de estacionamento. Chamam atenção os 29 recursos de segurança passiva e ativa, que incluem sempre úteis alertas de ponto cego, além do airbag entre os bancos dianteiros.

No uso urbano, o Koleos sobressai pelo silêncio de marcha e por respostas imediatas ao acelerador. Em geral híbridos plenos costumam ser mais econômicos em cidade do que em estrada e isso se manteve, de acordo com dados do Inmetro. No entanto, durante o teste o gasto de combustível nos dois parâmetros usuais foi um pouco maior do que o esperado, contrabalançado pelas retomadas sempre vigorosas. Enquanto o desempenho impressiona com quatro modos de condução, em especial na opção Sport, o sistema de manutenção na faixa de rodagem, particularmente mente útil em estradas, é mais intrusivo do que o desejável, embora dê opção de desligá-lo. Preço: R$ 289.990

BMW M135 xDrive, um hatch a impor respeito

Aspecto geral já atrai dentro do conceito da marca alemã de sua linha M. Em um mundo dominado por SUVs, sempre é bom ter oferta de hatch tão sofisticado quanto em desempenho acima da média. Logo chamam atenção a traseira com quatro saídas de escapamento, o defletor de teto e a menor distância livre do solo que garante comportamento em curvas brilhante. Durante impressões iniciais de São Paulo a Itu (ida e volta, cerca de 200 km), o M135 xDrive demonstrou que os 317 cv e 40,7 kgf·m asseguram desempenho, principalmente em curvas, superior a concorrentes com números semelhantes de potência e torque, a exemplo do Civic Type R ou GR Corolla. Estes dois modelos sem representar marca premium, têm preços não muito menores.

O hatch de entrada de vocação esportiva da BMW custa R$ 459.950,00 (GR Corola com teto de compósito de fibra de carbono, R$ 461.990,00). Impressionante no modelo alemão é o desempenho no modo esporte: muda desde o ronco do motor (com os apreciados estampidos) até a troca de marchas tão brusca quanto admirada por motoristas que entendem e valorizam este comportamento. Há ainda mais emoção. Basta manter acionada a aleta do lado esquerdo do volante e por 10 segundos o motor libera potência adicional. Aceleração de 0 a 100 km/h em 4,9 s demonstra a sua esportividade, embora o motorista deva respeitar o fato de que o controle de estabilidade fica anulado temporariamente. Neste caso, nada de abuso em curvas.

Outro fator atraente é o seu interior. Além do acabamento de nível superior, chamam atenção empunhadura do volante, posição de dirigir, duas telas curvas de 10,25 pol. (instrumentos) e 10,7 pol. (multimídia com os espelhamentos de praxe, sem fio), além de botões físicos onde sempre deveriam ficar.

Porsche 911 GT3 RS Sonderwunsch une performance e design sob medida

0

A Porsche apresentou na Europa um 911 GT3 RS desenvolvido pelo programa Sonderwunsch, que une desempenho e design em uma configuração exclusiva. O modelo traz acabamento Macadamia metalizado e fibra de carbono tingida de marrom, inspirado no universo da alta costura. O projeto foi realizado em colaboração entre o Centro Porsche Genebra e a equipe de Zuffenhausen, reforçando a amplitude das opções de personalização oferecidas pela marca.

Modelo combina acabamento Macadamia com fibra de carbono tingida

Desde o início, o objetivo foi criar um veículo que refletisse os matizes da alta costura sem abrir mão da engenharia característica do 911 GT3 RS. O resultado é uma combinação entre linhas marcadas, elementos em carbono e tonalidades metálicas. O tom Macadamia foi selecionado dentro do programa Paint to Sample, enquanto os componentes em carbono receberam pigmentos marrons exclusivos.

O exterior apresenta detalhes singulares, como o aerofólio traseiro em carbono tingido, acompanhado da inscrição Weissach nas laterais. O nome Porsche em laranja e os anéis decorativos dos faróis LED no mesmo tom completam o conjunto. No interior, a paleta de cores segue a mesma filosofia, com couro Truffle e tecido Race-Tex, além de costuras em contraste laranja.

A personalização se estende a diversos componentes criados especificamente para este projeto. O programa Sonderwunsch permite que cada detalhe seja desenvolvido em conjunto com o cliente, garantindo exclusividade e alinhamento com os padrões de qualidade da Porsche. O conceito busca harmonizar materiais, cores e superfícies, criando uma interação coerente entre exterior e interior.

O programa Sonderwunsch, reinterpretado pela Porsche, remonta às iniciativas da década de 1970 e hoje possibilita criações únicas. Os clientes podem integrar opções personalizadas diretamente no processo de produção ou solicitar modificações posteriores. Entre os destaques está o Paint to Sample Plus, que permite a criação de cores exclusivas para a carroceria.

Porsche 911 GT3 RS Sonderwunsch une performance e design sob medida

Além da personalização de veículos novos, o programa oferece a possibilidade de reconfiguração completa de modelos já existentes, incluindo interior e exterior. A opção Sonderwunsch Factory Re-Commission possibilita a criação de peças únicas com suporte da equipe de desenvolvimento e design da marca. Para modelos clássicos, a oferta inclui restauração, que pode ser solicitada separadamente.

O 911 GT3 RS Sonderwunsch apresentado exemplifica como a Porsche busca ampliar a experiência de seus clientes, oferecendo soluções que unem performance e personalização. O projeto reforça a tradição da marca em criar veículos que refletem tanto a engenharia quanto a individualidade de seus proprietários.

Nissan apresenta resultados financeiros do ano fiscal de 2025

0

A Nissan Motor Co., Ltd. anunciou os resultados financeiros referentes ao ano fiscal de 2025, encerrado em 31 de março de 2026. Em um ambiente global marcado por pressões inflacionárias, tarifas e desempenho desigual dos mercados, a empresa avançou em seu plano Re:Nissan, fortalecendo a base de negócios e melhorando a performance operacional.

Perspectiva para 2026 prevê lucro líquido de US$ 132 milhões

“FY2025 marcou um ano de execução constante sob o Re:Nissan, onde fortalecemos nossa fundação e começamos a ver progresso tangível em nossa performance financeira. Ao mesmo tempo, definimos nossa direção de longo prazo com Mobility Intelligence para o cotidiano. Passamos da fase de recuperação e estamos entrando em uma etapa de crescimento”, afirmou Ivan Espinosa, CEO da Nissan.

No acumulado do ano, a Nissan registrou lucro operacional positivo de 58 bilhões de ienes (aproximadamente US$ 384 milhões), com margem de 0,5%. As vendas globais somaram 3,15 milhões de unidades e a receita consolidada atingiu 12 trilhões de ienes (cerca de US$ 79,5 bilhões). O resultado líquido, contudo, permaneceu negativo em 533,1 bilhões de ienes (US$ 3,53 bilhões).

O fluxo de caixa livre da divisão automotiva foi negativo em 480,8 bilhões de ienes (US$ 3,18 bilhões) no ano, mas apresentou melhora significativa no segundo semestre, quando se tornou positivo em 112 bilhões de ienes (US$ 741 milhões). Ao final do exercício, o caixa líquido da divisão automotiva somava 1,17 trilhão de ienes (US$ 7,74 bilhões), com liquidez total de 3,6 trilhões de ienes (US$ 23,8 bilhões).

No quarto trimestre, a receita consolidada foi de 3,429,9 bilhões de ienes (US$ 22,8 bilhões), com lucro operacional de 68,1 bilhões de ienes (US$ 434 milhões) e margem de 2%. O resultado líquido no período foi negativo em 282,9 bilhões de ienes (US$ 1,8 bilhão).

Nissan apresenta resultados financeiros do ano fiscal de 2025

Para o ano fiscal de 2026, a Nissan prevê receita de 13 trilhões de ienes (US$ 86 bilhões), lucro operacional de 200 bilhões de ienes (US$ 1,32 bilhão) e lucro líquido de 20 bilhões de ienes (US$ 132 milhões). A empresa não planeja distribuir dividendos no período.

Entre os avanços do plano Re:Nissan, destacam-se a redução de custos, otimização da produção com consolidação de fábricas, diminuição de despesas administrativas e maior precisão nas estratégias de mercado. A empresa também reforçou sua atuação nos Estados Unidos, Japão e China, com foco em mix de vendas, lançamentos direcionados e abordagem seletiva em veículos elétricos.

“Em 2026, construiremos sobre esse impulso por meio de gestão disciplinada de custos e execução mais rápida de produtos, impulsionando vendas e lucratividade enquanto cumprimos nossos compromissos do Re:Nissan. Ao mesmo tempo, continuaremos a evoluir a experiência do cliente em linha com essa visão”, concluiu Ivan Espinosa.

Honda Accord completa meio século e ganha programa comemorativo

0

A Honda celebra os 50 anos do Accord, modelo global que estreou em 1976 e se consolidou como um dos pilares da marca. Para marcar o aniversário, a empresa anunciou uma exposição especial no Honda Collection Hall, localizado no Mobility Resort Motegi, além do lançamento de produtos comemorativos e de um vídeo que revisita as gerações do veículo.

Modelo já soma mais de 25 milhões de unidades vendidas

Desde sua introdução, o Accord evoluiu continuamente ao longo de dez gerações, buscando valores como desempenho ambiental, segurança e conforto. Exportado para os Estados Unidos desde a primeira geração, o modelo foi fundamental para a expansão internacional da Honda. Em 1982, a empresa se tornou a primeira fabricante japonesa a produzir automóveis em solo norte-americano, consolidando o papel do Accord como referência global.

Ao longo das décadas, o modelo ampliou sua presença em mercados da Ásia e Europa, tornando-se um dos carros mais vendidos da marca. Entre os reconhecimentos recebidos, destacam-se o prêmio Carro do Ano no Japão em diferentes gerações e o título de Carro do Ano na América do Norte para a décima geração.

O Accord também foi pioneiro em tecnologias que marcaram a indústria. O motor CVCC da primeira geração representou avanços ambientais, enquanto sistemas como a primeira navegação veicular do mundo e, mais recentemente, o Honda SENSING 360+, reforçaram o compromisso da marca com inovação.

Com mais de 25 milhões de unidades entregues em mais de 160 países e regiões, o Accord permanece como um dos modelos mais importantes da Honda. A exposição comemorativa no Honda Collection Hall, que segue até 30 de junho, apresentará veículos históricos e painéis que ilustram a evolução do modelo ao longo dos anos.

Honda Accord completa meio século e ganha programa comemorativo

Além da exposição, a Honda lançará produtos exclusivos de 50 anos e divulgará um vídeo especial em suas redes sociais e site oficial no fim de maio. O material trará uma retrospectiva das gerações do Accord, destacando momentos marcantes da trajetória do modelo.

A celebração reforça o papel do Accord como símbolo da globalização da Honda e como um dos modelos que mais contribuíram para a identidade da marca. O futuro do veículo seguirá pautado pela inovação tecnológica e pela busca de soluções que atendam às demandas de mobilidade em diferentes mercados.

Jaguar confirma Type 01 como novo GT elétrico

0

A Jaguar confirmou o nome de seu novo GT elétrico de quatro portas: Type 01. O modelo inaugura uma nova fase para a marca, unindo tradição e inovação em design, tecnologia e desempenho. O nome faz referência à herança dos lendários modelos “Type” e marca o primeiro veículo de uma nova geração, com zero emissões e mais de 1.000 cavalos de potência. Confira um vídeo no link https://youtu.be/p94ipcJYX3E.

Novo modelo combina herança histórica com propulsão elétrica

“Reimaginamos a Jaguar para uma nova era, com inspiração no que já foi feito. Nossos engenheiros alcançaram isso com um veículo que se diferencia de qualquer outro carro elétrico, mas que reflete uma origem única”, declarou Rawdon Glover, diretor-geral da Jaguar.

O Type 01 será revelado oficialmente ainda em 2026, mas protótipos já aparecerão nas ruas de Mônaco durante o E-Prix da Fórmula E, com uma camuflagem exclusiva. O modelo foi desenvolvido e produzido no Reino Unido e traz uma nova arquitetura de carroceria, além de tecnologia tri-motor que entrega mais de 1.300 Nm de torque.

O design incorpora elementos inéditos, como o motivo gráfico linear que atravessa o capô até o para-brisa, funcionando como assinatura visual da nova fase da marca. A denominação “Type” remete a modelos históricos como o C-type, vencedor em Le Mans em 1951, e o E-type, que se tornou ícone nas décadas seguintes.

A proposta do Type 01 é unir desempenho e refinamento, mantendo a tradição da Jaguar em oferecer veículos que combinam potência e condução envolvente com conforto e equilíbrio. A nova geração pretende estabelecer parâmetros para os futuros modelos da marca, que terão como base o design modernista e tecnologias pioneiras.

Jaguar confirma Type 01 como novo GT elétrico

“O nome Type 01 é parte dessa história – para mim, o zero também significa um reinício completo da marca, e o ‘1’, nosso primeiro carro para um novo capítulo, um ‘único em sua espécie’”, concluiu Rawdon Glover.

Nova versão do Omoda 7 amplia recursos de tecnologia

0

A Omoda apresentou a versão 7 SHS-P Noble Tech, que marca a estreia da marca com estacionamento remoto e tela deslizante de 15,6 polegadas. O modelo chega ao mercado do Reino Unido com preço inicial de £35.505, equivalente a cerca de R$ 235 mil, e amplia a linha já composta pelas versões Noble e Knight. As primeiras entregas estão previstas para junho de 2026.

Modelo traz assistente remoto de estacionamento e tela deslizante

“O lançamento do Omoda 7 SHS-P Noble Tech representa um passo importante na forma como incorporamos tecnologia avançada à condução diária. Não se trata apenas de uma atualização incremental; é um conjunto cuidadosamente selecionado de inovações projetadas para auxiliar a condução no dia a dia. Ao integrar sistemas inteligentes, como a RPA (Automotricidade Remota), juntamente com uma experiência de cabine mais flexível e imersiva, estamos focados em tornar a inovação intuitiva, acessível e verdadeiramente útil para nossos clientes”, afirmou Victor Zhang, diretor geral da Omoda Reino Unido.

O destaque da nova versão é o Assistente Remoto de Estacionamento (RPA), que permite ao motorista controlar manobras de fora do veículo utilizando o controle remoto da chave. O sistema foi projetado para ambientes apertados ou complexos e auxilia em movimentos precisos em vagas paralelas, perpendiculares ou em ângulo.

Outro recurso é a tela deslizante ultrafina de 15,6 polegadas, com apenas 12,7 mm de espessura, que pode ser movida do centro do painel para a frente do passageiro. Com resolução de 2,5K, a tela permite controlar funções como música, climatização e navegação, criando uma experiência personalizada para os ocupantes.

O pacote Noble Tech inclui ainda sistema de áudio SONY com 12 alto-falantes, bancos dianteiros com ajuste elétrico de seis posições, aquecimento e ventilação, teto solar panorâmico de 1,45 metro e rodas de liga leve de 20 polegadas. O modelo também oferece sistema integrado de aromatização do ar com três fragrâncias exclusivas e nove combinações possíveis, aliado ao sistema avançado de filtragem de pólen.

Nova versão do Omoda 7 amplia recursos de tecnologia

O Omoda 7 SHS-P Noble Tech é equipado com o sistema híbrido plug-in Super Hybrid System (SHS-P), que combina motor turbo 1,5 litro com bateria de 18,3 kWh. O conjunto entrega 204 cavalos de potência e 365 Nm de torque, aceleração de 0 a 100 km/h em 8,4 segundos e autonomia total superior a 1.100 km, incluindo até 90 km em modo elétrico. As emissões de CO₂ são de apenas 23 g/km.

“Além do banco do motorista, a experiência na cabine é igualmente importante. Com recursos como a tela deslizante, áudio premium e tecnologias de conforto aprimoradas, o Noble Tech cria um espaço que se adapta tanto ao motorista quanto ao passageiro, seja durante uma curta viagem diária ou por um período mais longo na estrada”, concluiu Victor Zhang.

Recent Posts