Texto: Assessoria de Imprensa
As ruas de cidades brasileiras vão sendo tomadas por carros importados, conforme atestam números do setor. A indústria registrou em 2011 um crescimento de 87,4% na venda de veículos fabricados fora do Brasil, conforme a Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva). No total, 199.366 unidades foram emplacadas ano passado, contra 106.360 em 2010. Espaço para crescer mais é o que não falta: os índices animadores das vendas representam apenas 5,82% do comércio total de automóveis no país.
Não é à toa que há nove fábricas em construção ou em projeto no Brasil, que devem sair do papel até 2014. O aquecimento no setor reflete diretamente em toda a cadeia produtiva. As autopeças, por exemplo, adaptam seus estoques a novas demandas por manutenção de carros importados, para atender a este filão cada vez mais lucrativo.
Em Santos, cidade do litoral de São Paulo com uma das maiores frotas do Brasil na proporção populacional, a procura por peças da Kia, BMW e Chrysler, entre outras montadoras, fizeram com que a Arbopec Autopeças incluísse em estoque produtos dessas marcas para dar conta dos pedidos com agilidade. Kia, aliás, é justamente a que mais lucrou ano passado em território nacional, ficando com 38,7% e 11,9% do market share de importados.
“Quando a demanda é muito pequena, não compensa fazer estoque. Mas observamos como está a procura de cada item e incluímos sempre que se justifica a compra de peças em maior quantidade. Para se ter uma ideia, toda semana temos um novo item entrando no estoque”, ressalta Julio Alvarez, proprietário do estabelecimento, que fica próximo à região central da cidade.
Ele lembrou que a tendência é a nacionalização de peças de novos veículos importados na medida em que as vendas aumentam no país, como ocorreu anos atrás com Renaut, Peugeot e Citroën.
Mas em Santos, que já vive os reflexos econômicos da exploração da camada pré-sal de petróleo na Bacia de Santos, o ritmo de compra é visível nas ruas e avenidas da cidade. O município tem 1,6 habitante por veículo e a frota se renova rapidamente, conforme observa Júlio Alvarez. “A procura por peças de importados e de carros novos, fabricados de três anos pra cá, começou a aumentar em ritmo mais acelerado a partir de 2010 e não para de crescer”.





