A Blumo Mecânica Automotiva alerta que economizar combustível depende mais da manutenção preventiva e dos cuidados com o veículo do que de práticas populares repetidas entre motoristas. Em um cenário de variação constante dos preços dos combustíveis, a empresa reuniu orientações para esclarecer quais hábitos realmente ajudam a reduzir os gastos com abastecimento e quais recomendações perderam validade com a evolução tecnológica dos automóveis. O objetivo é orientar os consumidores sobre como preservar o veículo e tomar decisões mais conscientes antes de chegar ao posto.

Manutenção e pesquisa de preços seguem como principais aliadas do motorista

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Existem truques que os motoristas costumam repetir há anos, mas que, hoje, com os veículos mais modernos e seus sistemas eletrônicos, não afetam o consumo de combustível e podem causar danos ao veículo. Muitas dessas recomendações até faziam sentido nos carros mais antigos, quando a maioria possuía carburador, mas não funcionam nos modelos atuais”, afirma Claudio Santos, CEO da Blumo Mecânica Automotiva.

Entre as práticas que efetivamente contribuem para reduzir o consumo está a manutenção da calibragem correta dos pneus. Pneus com pressão abaixo da recomendada aumentam o atrito com o solo, exigem maior esforço do motor e elevam o consumo de combustível. O mesmo ocorre quando as velas de ignição apresentam desgaste, comprometendo a combustão, e quando o filtro de ar está sujo, restringindo a entrada de ar necessária para o funcionamento do motor.

Outro fator que interfere diretamente no consumo é o peso transportado pelo veículo. Quanto maior a carga, maior será o esforço exigido do conjunto mecânico para movimentar o automóvel. A recomendação também inclui acompanhar regularmente os preços praticados pelos postos de combustíveis, uma medida que pode representar economia ao longo do tempo.

“Cada modelo tem um desempenho diferente. Motores flex de última geração, por exemplo, aproveitam melhor o etanol, sendo vantajoso mesmo a 72%, 73% ou 75% do preço da gasolina. Portanto, a forma mais precisa de decidir é consultar o consumo do veículo informado pelo fabricante ou acompanhar o consumo real do veículo. Na dúvida, converse com um especialista durante a revisão”, explica Claudio Santos.

Mitos e verdades que ajudam a economizar combustível

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Entre os mitos mais comuns está a ideia de colocar o veículo em ponto morto durante descidas para economizar combustível. Nos modelos equipados com injeção eletrônica, o sistema interrompe automaticamente a injeção de combustível quando o motorista tira o pé do acelerador, tornando desnecessária essa prática. Além disso, utilizar o freio-motor contribui para a segurança da condução.

Também não há ganho imediato de autonomia com a utilização de gasolina aditivada. Os aditivos presentes nesse combustível auxiliam na limpeza do sistema de alimentação, mas não aumentam a potência nem reduzem automaticamente o consumo. Já nos veículos flex, a troca entre etanol e gasolina exige um período de adaptação da central eletrônica, normalmente entre 5 e 15 quilômetros, para que os parâmetros de injeção e ignição sejam ajustados ao novo combustível.

Outro ponto que merece atenção envolve o reservatório de partida a frio presente em alguns veículos flex mais antigos. Nesses casos, é necessário manter gasolina nova no tanque auxiliar. Já os modelos mais recentes, equipados com sistemas de partida a frio sem reservatório, dispensam esse cuidado.

Segundo a Blumo Mecânica Automotiva, a combinação entre manutenção preventiva, condução adequada e acompanhamento do consumo real do veículo continua sendo a forma mais eficiente de reduzir despesas com combustível, preservando o desempenho e o funcionamento dos sistemas mecânicos.